Líder do Chega desafia Governo a avançar com reforma da Justiça em vez de insistir em mudar lei laboral

André Ventura indicou que o executivo poderá contar com o partido para esse dossiê.

23 de junho de 2026 às 13:49
André Ventura, líder do Chega Foto: Manuel de Almeida/Lusa
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O presidente do Chega desafiou esta terça-feira o Governo a avançar com uma reforma da Justiça em vez de insistir em mudar a lei laboral, indicando que o executivo poderá contar com o partido para esse dossiê.

"O conselho que eu deixo ao Governo é este: em vez de se preocupar em estar a fazer reformas contra as pessoas, faça uma que pode ter a certeza de que contará com a do Chega e acho que contará com a maior parte da população, a reforma da Justiça. Acho que isso é que era preciso verdadeiramente neste momento", afirmou.

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André Ventura falava aos jornalistas à margem de uma visita à Estação do Oriente, em Lisboa.

O líder do Chega voltou a dizer, como tinha feito na segunda-feira à noite, em entrevista à CMTV, que durante a negociação das alterações à lei laboral - proposta do Governo que acabou chumbada na generalidade na sexta-feira - a ministra do Trabalho "deixou a porta aberta para que uma das coisas que podia acontecer como fruto da negociação da reforma laboral, conforme o Chega exigia, era a descida imediata da idade da reforma" e que "isso podia ser iniciado para os trabalhadores por turnos".

"Depois, o primeiro-ministro desmentiu e desautorizou um passo que já tinha sido dado pela ministra do Trabalho", acusou, considerando que essa atitude, que de acordo com o dirigente do Chega aconteceu na véspera da votação da proposta de lei, "tenha sido tirar um tapete".

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Questionado se a ministra Maria do Rosário Palma Ramalho tem condições para continuar em funções, Ventura não quis responder, dizendo apenas que "é com o primeiro-ministro".

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