page view
Imagem promocional da micronovela
MICRONOVELA

Herança de sangue Há heranças que não se escolhem.

Hugo Soares rejeita ideia de instabilidade política após chumbo da Lei Laboral

Declaração do secretário-geral do PSD foi feita, este sábado, à margem do 43.º congresso do partido em Anadia, Aveiro.

20 de junho de 2026 às 10:46

O secretário-geral do PSD, Hugo Soares, rejeitou este sábado qualquer cenário de instabilidade política no país, após a legislação laboral apresentada pelo Governo ter sido chumbada no Parlamento.

"Não há crise nenhuma em Portugal. Pelo contrário, há uma estabilidade, uma previsão de a legislatura se cumprir e há um Governo que está a governar, às vezes consegue aquilo que quer no Parlamento e outras vezes não, fruto da conjuntura que os portugueses quiseram", disse à entrada para o 43.º congresso do PSD, que decorre hoje e domingo no Velódromo de Sangalhos, no distrito de Aveiro.

Confrontando pelos jornalistas sobre a falta de confiança de um Governo minoritário para negociar com os dois maiores partidos da oposição (Chega e PS), Hugo Soares reiterou que os sociais-democratas negoceiam com todos e que "crises artificiais e uma potencial instabilidade política daqui a seis meses, um ano ou dois são muito boas para alimentar o comentário político".

O dirigente considerou que a votação de quinta-feira na Lei Laboral "foi um dia mau para o país", mas que não vai "mudar nada" nem alterar o rumo do Governo, que "tem uma estratégia".

Segundo Hugo Soares, o Governo vai ter de encontrar outros instrumentos para dar competitividade à economia "com o objetivo fundamental de criar riqueza para pagar melhores salários".

Também à entrada para o congresso, o ministro das Infraestruturas e Planeamento acusou o Chega de ser "pouco sério na forma como defende as suas causas" na votação da Lei Laboral, que a Assembleia da República rejeitou.

"O Governo durante um ano manteve abertura negocial total com a UGT, com o PS e com o Chega, na parte final, com um desiderato que infelizmente não serve os portugueses", disse o governante.

Contrariamente a Hugo Soares, que desvalorizou as últimas sondagens que dão a AD como terceira força partidária, o ministro das Infraestruturas e Habitação disse que se trata de um instrumento de análise política, "que os Governos e os partidos devem, em cada momento, uma forma de analisar o sentimento dos portugueses".

Tem sugestões ou notícias para partilhar com o CM?

Envie para geral@cmjornal.pt

o que achou desta notícia?

concordam consigo

Logo CM

Newsletter - Bom Dia

As suas notícias acompanhadas ao detalhe.

Mais Lidas

Ouça a Correio da Manhã Rádio nas frequências - Lisboa 90.4 // Porto 94.8