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MICRONOVELA

Herança de sangue Há heranças que não se escolhem.

Montenegro quer continuar a governar "sem distrações" e fala em coragem e ambição

Primeiro-Ministro apontou ainda o dedo à oposição no 43.º congresso do PSD que decorre em Anadia, Aveiro, este sábado.

Atualizado a 20 de junho de 2026 às 11:45

O presidente do PSD e primeiro-ministro, Luís Montenegro, abriu este sábado o 43.º Congresso do partido, que se realiza em Anadia, em Aveiro, começando por afirmar uma moção de estratégia ao Congresso. Isto, um dia depois de o Chega ter rejeitado a proposta de lei laboral que o Governo classificava como decisiva.

"Honestidade, coragem e sentido de responsabilidade. Governamos para cada um de vós, focados apenas em construir o futuro que o País merece", começou por afirmar Luís Montenegro.

Em mais uma reação ao chumbo do pacote laboral, o primeiro-ministro apontou o dedo à oposição: "Bloquear soluções e criticar tudo não exige coragem; a verdadeira coragem reside em saber mudar, convergir, negociar e ceder. É com essa determinação e ambição que trabalhamos para tornar Portugal maior, potenciar o valor de cada um e realizar o que nunca foi feito, honrando a verdadeira voz do povo português".

Montenegro desafia oposições e promete "verdadeira coragem" reformista

O líder social-democrata lamentou a postura de PS e Chega, apontando que estes "juntam-se mais vezes um ao outro do que para ajudar a cumprir o programa do Governo". Para Montenegro, o povo deu às oposições igual nível de responsabilidade para dialogar, mas o que se tem visto é o uso da "politiquice" para "destratar a mudança". Rejeitando qualquer desvio da sua estratégia, o primeiro-ministro reforçou o foco em "governar para todos, a pensar em cada um", garantindo que "este Portugal não está igual e não será o mesmo que encontrámos há dois anos".

Ainda sobre a relação com a oposição, Montenegro sublinhou que a negociação pontual com PS ou Chega, em matérias como o Orçamento ou o aeroporto, "não é uma violação do compromisso, é a democracia a funcionar". O primeiro-ministro acusou o PS de uma "estratégia manhosa" ao tentar forçar o PSD a aliar-se exclusivamente ao Chega, visando apenas o "fracasso do Governo" e o desgaste político. Criticando a "imaturidade" e a "politiquice" de ambos, o líder social-democrata garantiu que o Executivo não se deixa levar por comentadores ou redes sociais. "Governamos com sentido estratégico", assegurou, reforçando que o foco continua a ser "ouvir a sociedade" e governar bem, independentemente das manobras das oposições.

Rejeitando a "politiquice" e as distrações, o líder social-democrata garantiu que o Governo está "a governar para todos, a pensar em cada um", com o objetivo de construir um futuro sólido para o país. "Este Portugal não está igual e não será o mesmo que encontrámos há dois anos", afirmou Montenegro, reafirmando o compromisso com a resiliência e a estabilidade necessária para governar.

Publicada originalmente a 20 de junho de 2026 às 11:21

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