Líder do PS convicto de que "bom senso vai imperar" nas listas para os órgãos externos

Antes, o presidente do Chega, André Ventura, questionado sobre o mesmo tema, voltou a afirmar que o seu partido tem um acordo com o PSD para a apresentação de listas.

02 de abril de 2026 às 13:35
Parlamento Foto: Miguel A. Lopes/Lusa
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O secretário-geral do PS, José Luís Carneiro, manifestou-se esta quinta-feira convicto de que "o bom senso vai imperar" nas listas para os órgãos externos da Assembleia da República.

No final da sessão solene comemorativa dos 50 anos da Constituição da República, que se assinalam esta quinta-feira, José Luís Carneiro foi questionado sobre o discurso do Presidente da República, António José Seguro, que pediu responsabilidade para preservar os tribunais de debates e leituras que "possam sugerir a sua partidarização".

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"Eu estive entre aqueles que aplaudiram essa parte do discurso. De facto, tem de ser feito um esforço de todos para que, precisamente, se respeitem os valores constitucionais, os princípios constitucionais eu estou convicto de que o bom senso vai imperar", respondeu o socialista.

Antes, o presidente do Chega, André Ventura, questionado sobre o mesmo tema, voltou a afirmar que o seu partido tem um acordo com o PSD para a apresentação de listas.

No caso do Conselho de Estado, Ventura antecipou a apresentação de duas listas, uma conjunta de PSD e Chega e outra do PS, dizendo que os socialistas recusaram, "à data de ontem", integrar uma lista para este órgão com o seu partido e os sociais-democratas.

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Momentos antes, o líder parlamentar do PSD, Hugo Soares, disse esta quinta-feira concordar com os alertas do Presidente da República contra qualquer partidarização dos tribunais, reiterando que "ninguém é dono" dos juízes do Tribunal Constitucional.

Os deputados falaram minutos antes de ser noticiado que o presidente da Assembleia da República estendeu até terça-feira, à hora de almoço, o prazo de entrega das listas para os órgãos externos do parlamento, que terminava esta quinta-feira, segundo disse à Lusa fonte do gabinete de José Pedro Aguiar-Branco.

Segundo a mesma fonte, uma vez que não deram entrada até às 12:00 estas listas -- o prazo só terminava à meia-noite -- e existe tolerância de ponto, que no parlamento inclui a tarde de esta quinta-feira e a segunda-feira, foi estabelecido este novo prazo.

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No entanto, tal extensão de prazo para a entrega das listas não prejudica a data prevista para a eleição dos órgãos, 16 de abril, que já sofreu vários adiamentos devido, sobretudo, ao impasse ligado ao Tribunal Constitucional (TC).

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