Livre desafia Governo a negociar PSU excluindo o Chega

Isabel Mendes Lopes considerou que "faz sentido condensar várias prestações numa só, mas é preciso garantir que é uma prestação justa e que ajuda, de facto, as pessoas a saírem da situação de pobreza".

23 de junho de 2026 às 19:36
Isabel Mendes Lopes Foto: António Cotrim/Lusa_EPA
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A porta-voz do Livre Isabel Mendes Lopes considerou esta terça-feira que o Governo "tem escolhido sempre o lado errado" para negociar propostas no parlamento, desafiando-o a dialogar sobre a Prestação Social Única (PSU) na especialidade.

"O Governo tem de escolher se negocia mais uma vez com o Chega, e sabemos a que é que isso leva. Além de ser um partido altamente polarizador, que tem uma visão completamente enviesada sobre as pessoas que recebem prestações sociais, é também um partido no qual o Governo já sabe que não pode confiar", salientou Isabel Mendes Lopes, em declarações aos jornalistas à margem do encerramento das jornadas parlamentares do Livre, na Casa do Parlamento, em Lisboa.

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A líder parlamentar foi questionada sobre o facto de PSD e CDS-PP terem entregado esta terça-feira alterações à proposta do Governo sobre a PSU, estabelecendo um período mínimo de dois anos de residência legal entre as condições de acesso requeridas a cidadãos extracomunitários, aproximando-se de exigências do Chega.

Numa alusão ao chumbo do pacote laboral, no qual os partidos que suportam o Governo negociaram até à ultima hora com o Chega, que acabou a votar contra o diploma, Isabel Mendes salientou que o executivo tem no parlamento outros "parceiros com quem pode dialogar" apesar das diferenças políticas.

"O Governo tem de escolher com quem é que quer dialogar e tem escolhido sempre do lado errado", lamentou.

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Isabel Mendes Lopes considerou que "faz sentido condensar várias prestações numa só, mas é preciso garantir que é uma prestação justa e que ajuda, de facto, as pessoas a saírem da situação de pobreza".

O Livre já apresentou a sua proposta de alteração ao diploma do executivo, defendendo a abolição do trabalho social obrigatório. Isabel Mendes Lopes defendeu ainda que "não faz sentido haver um canal de denúncias para que vizinhos se estejam a autovigiar uns aos outros" ou que "toda a família seja penalizada porque alguém se recusa a fazer trabalho social".

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