Livre repudia qualquer ato de "violência política" após incidente em marcha anti-aborto

PSD já pediu uma audição parlamentar urgente do ministro da Administração Interna, Luís Neves, para "apurar os factos" sobre o incidente.

23 de março de 2026 às 23:44
Rui Tavares Foto: ANDRE KOSTERS
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O porta-voz do Livre Rui Tavares condenou esta segunda-feira qualquer tipo de "violência política", após o incidente de sábado, no qual um objeto incendiário foi arremessado contra uma manifestação anti-aborto, em Lisboa.

"A violência política é igualmente condenável quer concordemos com as ideias das pessoas que dela são alvo, quer delas discordemos, como no caso presente", lê-se numa publicação na conta de Rui Tavares na rede social 'X'.

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O porta-voz cita uma outra publicação do líder parlamentar interino, Paulo Muacho, - que ocupa estas funções na ausência da deputada Isabel Mendes Lopes - na qual defende que "violência política nunca é aceitável contra uma manifestação pacífica, por muito que discordemos dela ou achemos que se baseia em pressupostos falsos ou desinformação".

"Qualquer ataque ou tentativa contra manifestantes pacíficos é condenável, e esta também", termina Paulo Muacho.

A "Marcha pela Vida", realizada no sábado à tarde no centro de Lisboa, terminou com um incidente, sem feridos, em que uma pessoa atirou um objeto incendiário, do tipo 'cocktail molotov', contendo gasolina, na direção dos participantes.

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De acordo com a PSP, o suspeito, que não participava na manifestação, foi detido no local.

No momento do incidente, participavam no protesto cerca de 500 pessoas, incluindo crianças e bebés. O engenho embateu junto de um grupo de manifestantes, mas não chegou a deflagrar no momento do impacto.

Ainda assim, a PSP relata, num comunicado divulgado esta segunda-feira, que o incidente gerou "um clima de alarme e perturbação no local" e algumas pessoas foram atingidas pelo líquido inflamável.

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Além do suspeito, estavam no local outras pessoas, que acabaram por fugir e que, segundo a PSP, estariam integradas "num grupo alegadamente de conotação anarquista, tendo mais tarde sido identificados três membros em outra artéria".

A "Marcha pela Vida", realizada em Lisboa no quadro da "Caminhada pela Vida", que teve lugar em 12 cidades do país contra a interrupção voluntária da gravidez, começou no Largo do Carmo e seguiu até ao Palácio de São Bento.

O PSD já pediu uma audição parlamentar urgente do ministro da Administração Interna, Luís Neves, para "apurar os factos" sobre o incidente.

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