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IL condena incidente com objeto incendiário na Marcha pela Vida

Manifestação terminou com um incidente, sem feridos, em que uma pessoa atirou um objeto incendiário na direção dos participantes.

23 de março de 2026 às 16:46

A presidente da IL condenou esta segunda-feira o incidente com um objeto incendiário ocorrido no sábado no final da Marcha pela Vida, em Lisboa, afirmando que "este tipo de violência extremista" coloca vidas em risco e "contribui para a radicalização".

Num vídeo publicado nas redes sociais, Mariana Leitão referiu que o incidente, em que foi arremessado um engenho incendiário contendo gasolina, poderia ter resultado numa "enorme tragédia" e que só não houve consequências mais graves porque o objeto não deflagrou.

"Deixem-me ser muito clara: é absolutamente condenável e inaceitável qualquer tipo de violência exercida sobre pessoas que estão apenas a expressar a sua opinião política, seja ela qual for, concordemos com ela ou não. Pessoas que se manifestam pacificamente não podem ver a sua integridade física ameaçada em momento algum", sublinhou a líder liberal.

Mariana Leitão disse que a "IL condena veementemente o ataque" e que "este tipo de violência política extremista, que nem crianças respeita, tem de ser imediatamente contida".

"Não só coloca vidas em risco, como contribui para a radicalização, para o reforço dos extremos, não tendo qualquer lugar numa sociedade democrática", rematou a presidente da IL.

A Marcha pela Vida, realizada no sábado à tarde no centro de Lisboa, terminou com um incidente, sem feridos, em que uma pessoa atirou um objeto incendiário, do tipo 'cocktail molotov', contendo gasolina, na direção dos participantes.

De acordo com a PSP, o suspeito, que não participava na manifestação, foi detido no local.

No momento do incidente, participavam no protesto cerca de 500 pessoas, incluindo crianças e bebés. O engenho embateu junto de um grupo de manifestantes, mas não chegou a deflagrar no momento do impacto.

Ainda assim, a PSP relata, num comunicado divulgado esta segunda-feira, que o incidente gerou "um clima de alarme e perturbação no local" e algumas pessoas foram atingidas pelo líquido inflamável.

Além do suspeito, estavam no local outras pessoas, que acabaram por fugir e que, segundo a PSP, estariam integradas "num grupo alegadamente de conotação anarquista, tendo mais tarde sido identificados três membros em outra artéria".

A Marcha pela Vida, realizada em Lisboa no quadro da Caminhada pela Vida, que teve lugar em 12 cidades do país contra a interrupção voluntária da gravidez, começou no Largo do Carmo e seguiu até ao Palácio de São Bento.

O PSD já pediu uma audição parlamentar urgente do ministro da Administração Interna, Luís Neves, para "apurar os factos" sobre o incidente.

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