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MAI condena "extremismo violento" contra Marcha pela Vida e elogia ação da PSP

Marcha pela Vida, realizada no sábado à tarde no centro de Lisboa, terminou com um incidente, sem feridos.

22 de março de 2026 às 16:23

O ministro da Administração Interna condenou este domingo o incidente ocorrido durante a Marcha pela Vida, no sábado em Lisboa, que classificou como uma demonstração de "extremismo violento", e elogiou a "pronta intervenção da PSP".

"Não toleramos qualquer forma de extremismo violento e continuaremos a agir com firmeza para o prevenir e combater, garantindo a segurança e a defesa dos valores democráticos", sublinha Luís Neves, numa nota enviada às redações.

A Marcha pela Vida, realizada no sábado à tarde no centro de Lisboa, terminou com um incidente, sem feridos, em que uma pessoa atirou um objeto incendiário para o meio dos participantes.

O agressor -- um homem de 39 anos -- foi de imediato detido no local pela PSP, cuja "pronta intervenção" foi elogiada pelo ministro, que destacou a "eficácia e o profissionalismo na proteção dos cidadãos".

De acordo com a PSP, o suspeito, que não participava no protesto, aproximou-se do local e "arremessou um engenho incendiário improvisado do tipo 'cocktail molotov', contendo gasolina, na direção das pessoas presentes".

No momento do incidente, participavam no protesto cerca de 500 pessoas, incluindo crianças e bebés. O engenho embateu junto de um grupo de manifestantes, mas não chegou a deflagrar no momento do impacto.

Ainda assim, a PSP relata, num comunicado divulgado este domingo, que o incidente gerou "um clima de alarme e perturbação no local" e algumas pessoas foram atingidas pelo líquido inflamável.

"O suspeito foi detido pela PSP, tendo sido posteriormente conduzido às instalações policiais, com o objetivo de ser presente à autoridade judiciária competente para aplicação das medidas de coação consideradas adequadas", acrescenta o comunicado.

Além do suspeito, estavam no local outras pessoas, que acabaram por fugir e que, segundo a PSP, estariam integradas "num grupo alegadamente de conotação anarquista, tendo mais tarde sido identificados três membros em outra artéria".

A Marcha pela Vida, realizada em Lisboa no quadro da Caminhada pela Vida, que teve lugar em 12 cidades do país contra a interrupção voluntária da gravidez, começou no Largo do Carmo e seguiu até ao Palácio de São Bento.

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