Luís Filipe Menezes dá pelouros de feiras, ambiente e bem-estar animal a vereador ex-Chega em Gaia
António Barbosa desfiliou-se do Chega no final de janeiro. Vereadores do PS afirmam ser a única oposição capaz de "fiscalizar" o executivo municipal.
O presidente da Câmara de Gaia, Luís Filipe Menezes, atribuiu ao vereador eleito pelo Chega e que se desfiliou do partido, António Barbosa, os pelouros de feiras, mercados, ambiente e bem-estar animal, sendo também adjunto do presidente noutros três.
De acordo com um despacho a que a Lusa teve acesso, Luís Filipe Menezes, eleito pela coligação PSD/CDS-PP/IL, atribuiu a António Barbosa, que se desfiliou do Chega no final de janeiro, os pelouros da Coordenação de Feiras e Mercados e Ambiente e Bem-Estar Animal.
António Barbosa vai também ser vereador adjunto do presidente para o Urbanismo, Planeamento Urbanístico e Fiscalização Urbanística - Procedimentos Administrativos, vereador adjunto para a Segurança e vereador adjunto para o Relacionamento com as Juntas de Freguesia.
Esta é a segunda mudança no executivo de Vila Nova de Gaia após as eleições autárquicas de outubro, já que em janeiro, a vereadora Carla Costa ocupou o lugar do ex-vice-presidente Álvaro Santos, eleito presidente da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Norte (CCDR-N).
Com a entrada de António Barbosa, em cerca de um mês Carla Costa perdeu o pelouro de adjunta de Menezes para o Urbanismo, Planeamento Urbanístico e Fiscalização Urbanística, que passou para o vereador ex-Chega.
Já Álvaro Santos detinha o pelouro do Ambiente e Bem-Estar Animal, que entretanto tinha passado para Elisabete Silva, e que agora passa para António Barbosa.
Além de Luís Filipe Menezes e do vice-presidente Firmino Pereira, os membros do executivo com pelouros atribuídos é ainda composto por Elisabete Silva, Fernando Machado, Carla Costa e agora António Barbosa, que formam agora uma maioria.
O executivo é composto ainda por cinco vereadores sem pelouro do PS (João Paulo Correia, Maria José Gamboa, César Rodrigues, Fátima Menezes de Figueiredo e Delmino Pereira), na oposição.
Numa reação entretanto enviada à Lusa, o vereador do PS João Paulo Correia considerou que "a partir de hoje, a oposição do PS é a única garantia dos gaienses para fiscalizar quem governa".
"Cai a 'máscara' de um 'namoro' assumido em campanha e escondido dos eleitores. O vereador do Chega (candidato à Câmara Municipal de Gaia), não fez campanha. Fica agora claro por que razão fez 'falta de comparência'. Os milhares de gaienses que votaram e confiaram no Chega para a Câmara Municipal perderam o seu único representante em apenas 3 meses", frisa o também presidente do PS/Gaia.
O vereador, que foi candidato às eleições autárquicas de outubro, assinala que "depois da saída do vice-presidente [Álvaro Santos] no primeiro mês, a coligação PSD, CDS e IL é alargada ao vereador eleito pelo CH", considerando que "ao fim de três meses de mandato, a verdade eleitoral é novamente atingida".
"Lamentamos ainda a incoerência da Iniciativa Liberal, que se deixa enrolar por esta pseudo-independência do vereador eleito pelo CH. É a mesma Iniciativa Liberal que, na oposição, 'rasgava as vestes' por reuniões de Câmara públicas e online e, na quinta-feira passada, votou contra a proposta", refere ainda João Paulo Correia.
A Lusa contactou ainda fonte oficial da Câmara de Gaia, que não quis fazer comentários.
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