Luís Montenegro diz que “não há alternativa às Nações Unidas”
Primeiro-ministro não exclui aceitar convite de Trump para Conselho de Paz, mas com limites.
António Costa convocou uma reunião de emergência do Conselho Europeu, em Bruxelas, após as ameaças de Donald Trump em relação à Gronelândia. O encontro foi marcado para o fim do dia de ontem e o primeiro-ministro português marcou presença. Luís Montenegro, que chegou já depois do início dos trabalhos, disse que o Conselho de Paz para "monitorizar" o fim da guerra em Gaza "pode ter algum desenvolvimento", mas considerou que “tudo o que pode extravasar esse objetivo” e que tenha uma “intervenção concorrencial” à ONU é “desajustado”. O chefe do Governo foi perentório: “Não há alternativa às Nações Unidas”.
Trump criou o Conselho da Paz, prometeu articulação com a ONU e, entre os países europeus, a Hungria aceitou entrar. A França, por exemplo, já recusou. Montenegro defendeu que a União Europeia rem de reafirmar “unidade” e “firmeza”, mas sublinhou que o futuro é de “grandes imprevisibilidades”. Sem se comprometer com uma mudança estrutural da relação com os EUA, o primeiro-ministro admitiu que é necessário “ajusta os procedimentos e ações ao contexto”. “Não vale a pena estarmos a lamentar-nos”, concluiu. A reunião aconteceu depois de Trump ter recuado na imposição de novas tarifas à UE, mas não na questão da Gronelândia.
Tem sugestões ou notícias para partilhar com o CM?
Envie para geral@cmjornal.pt