Luís Montenegro diz que “não há alternativa às Nações Unidas”

Primeiro-ministro não exclui aceitar convite de Trump para Conselho de Paz, mas com limites.

23 de janeiro de 2026 às 01:30
Luís Montenegro em Bruxelas Foto: Harry Nakos/AP
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António Costa convocou uma reunião de emergência do Conselho Europeu, em Bruxelas, após as ameaças de Donald Trump em relação à Gronelândia. O encontro foi marcado para o fim do dia de ontem e o primeiro-ministro português marcou presença. Luís Montenegro, que chegou já depois do início dos trabalhos, disse que o Conselho de Paz para "monitorizar" o fim da guerra em Gaza "pode ter algum desenvolvimento", mas considerou que “tudo o que pode extravasar esse objetivo” e que tenha uma “intervenção concorrencial” à ONU é “desajustado”. O chefe do Governo foi perentório: “Não há alternativa às Nações Unidas”.

Trump criou o Conselho da Paz, prometeu articulação com a ONU e, entre os países europeus, a Hungria aceitou entrar. A França, por exemplo, já recusou. Montenegro defendeu que a União Europeia rem de reafirmar “unidade” e “firmeza”, mas sublinhou que o futuro é de “grandes imprevisibilidades”. Sem se comprometer com uma mudança estrutural da relação com os EUA, o primeiro-ministro admitiu que é necessário “ajusta os procedimentos e ações ao contexto”. “Não vale a pena estarmos a lamentar-nos”, concluiu. A reunião aconteceu depois de Trump ter recuado na imposição de novas tarifas à UE, mas não na questão da Gronelândia.

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