Luís Neves, Diretor Nacional da PJ, é o novo ministro da Administração Interna

Tomada de posse está marcada para a próxima segunda-feira.

21 de fevereiro de 2026 às 12:00
Luís Neves Foto: DR
Partilhar

Luís Neves, atual Diretor Nacional da Polícia Judiciária, será o novo ministro da Administração Interna. O Presidente da República já aceitou a proposta do primeiro-ministro, Luís Montenegro. A tomada de posse terá lugar na próxima segunda-feira, no Palácio de Belém, pelas 10h00.

Luís Neves é o nome escolhido pelo primeiro-ministro depois de Maria Lúcia Amaral ter apresentado a demissão e de Luís Montenegro ter assumido a pasta.

Pub

"O Presidente da República aceitou a proposta do Primeiro Ministro de nomeação do Dr. Luís Neves como Ministro da Administração Interna", refere o comunicado publicado no site da Presidência da República. 

Licenciado em Direito, Luís Neves ingressou na Polícia Judiciária em 1995, após uma breve passagem pela advocacia.

Na Polícia Judiciária, esteve sempre ligado à investigação criminal, na esfera do crime violento e organizado, terrorismo e todas as formas de extremismo violento, rapto, sequestro, tomada de reféns, assalto à mão armada, tráfico de armas, tráfico de seres humanos, crimes cometidos com recurso a engenhos explosivos e crimes contra órgãos de soberania.

Pub

Foi Diretor da Unidade Nacional Contra-Terrorismo (UNCT) e da extinta Direção Central de Combate ao Banditismo (DCCB) e era Diretor Nacional da Polícia Judiciária desde 18 de junho de 2018.

Luís Neves tinha sido reconduzido em 2021 no cargo de Diretor Nacional da PJ, ainda durante a governação do PS, e novamente no fim do ano passado, pelo Governo PSD/CDS-PP chefiado por Luís Montenegro, por mais três anos.

No currículo conta com diversas participações em reuniões e conferências internacionais, enquanto perito ou ponto de contacto nacional, representando Portugal e a PJ em vários organismos internacionais onde se discutem formas de prevenção e repressão da criminalidade organizada violenta e do terrorismo, designadamente nas Nações Unidas, Conselho da União Europeia, Interpol, Europol, Eurojust, Organização para a Segurança e Cooperação na Europa e National Center for Counter-Terrorim Coordination.

Pub

Luís Neves recebeu vários louvores e condecorações conferidos pela ministra da Justiça de Portugal, pelo ministro do Interior de Espanha e por outras entidades policiais estrangeiras.

Em outubro de 2025, no âmbito do 80.º aniversário da PJ, Luís Neves recebeu um rasgado elogio do Presidente da República. Marcelo chegou mesmo dizer que foi uma das melhores escolhas do então Governo de António Costa.

Na PJ, quando integrava unidade de combate à criminalidade violenta e organizada, esteve ligado à investigação em casos de desmantelamento de células da ETA em Portugal, na detenção de 'skinheads' e do líder de extrema-direita Mário Machado e à detenção em Itália do espião do SIS Frederico Carvalhão

Pub

Um dos seus casos mais mediáticos, na altura, deu-se quando Manuel Subtil se barricou numa casa de banho da RTP, em janeiro de 2001.

À frente da Unidade Nacional Contra Terrorismo (UNCT), esteve envolvido na investigação ao furto de material de guerra em Tancos.

Já como Diretor Nacional PJ, liderou a célebre operação que levou mais de uma centena de inspetores à Madeira, num processo em que estavam em causa suspeitas de corrupção, prevaricação, abuso de poder e tráfico de influência, entre outros e que visava também o Governo Regional,

Pub

Foi também responsável pela detenção do antigo banqueiro João Rendeiro, na África do Sul.

Maria Lúcia Amaral, a anterior detentora da pasta da Administração Interna, apresentou a demissão no dia 10 de fevereiro, por entender que já não tinha as condições pessoais e políticas indispensáveis ao exercício do cargo. Luís Montenegro tinha assumido transitoriamente as respetivas competências.

Pub

Tem sugestões ou notícias para partilhar com o CM?

Envie para geral@cmjornal.pt

Partilhar