Mariana Leitão diz que silêncio do ministro Luís Neves "é ensurdecedor"
Presidente da Iniciativa Liberal acusa MAI de protelar esclarecimentos que considera que já deveriam ter sido dados.
A presidente da Iniciativa Liberal considerou esta terça-feira que o silêncio de do ministro da Administração Interna, Luís Neves, "é ensurdecedor", acusando-o de protelar esclarecimentos que considera que já deveriam ter sido dados.
"Estamos a arrastar toda esta situação por conta de um silêncio ensurdecedor e que continua a não haver forma de o senhor ministro vir esclarecer o que tem para esclarecer", afirmou Mariana Leitão, que falava aos jornalistas à margem de uma conferência da Iniciativa Liberal em Leiria, intitulada "Portugal Mais Resiliente: Um debate sobre a proteção civil do século XXI".
A líder da IL acusou o ministro estar a protelar os esclarecimentos, criticando também o PSD por impedir que Luís Neves fosse ouvido na Comissão Permanente do Parlamento para prestar esclarecimentos sobre as polémicas relacionadas com os seus mandatos à frente da Polícia Judiciária (PJ).
"O que é que Luís Neves tem a esconder? Do que é que o PSD tem medo? Do que é que Luís Montenegro tem medo?", questionou.
Na ótica de Mariana Leitão, é "inacreditável" o país esperar "há praticamente três semanas" por esclarecimentos, considerando que isso permite que o assunto se arraste e ponha em causa a credibilidade de instituições, como o Governo, a Assembleia da República e a PJ.
"Eu não consigo mesmo entender como é que os nossos governantes permitem que esta situação chegue a este ponto, como é que o senhor presidente da Assembleia da República permite que esta situação chegue a este ponto, como é que o maior partido da Assembleia da República, o partido que suporta o governo, permite que se chegue a este ponto", criticou.
Para Mariana Leitão, "não se pode permitir que, por conta de um silêncio, se arrastem instituições, a credibilidade dessas instituições, para todo este espetáculo degradante a que estamos a assistir".
Segundo a presidente da IL, a responsabilidade não é apenas do ministro da Administração Interna, mas também do primeiro-ministro, Luís Montenegro, "que está a ser conivente com tudo isto".
"Eu apelava mesmo ao senhor primeiro-ministro, ao senhor ministro da Administração Interna, Luís Neves, que, por favor, não seja para daqui a uns dias nem para quando for oportuno, que seja já", vincou.
Sobre os seis meses após a passagem da tempestade Kristin, Mariana Leitão notou que "há muitas pessoas em Leiria que continuam a sofrer as consequências das tempestades, apesar de já terem passado seis meses".
"Muitas pessoas que ainda não receberam os apoios que são devidos, que estão muitas vezes impedidas até pela carga burocrática que tudo isso exige. Portanto, é fundamental que a resposta que é dada para a recuperação funcione, seja rápida, célere e consiga chegar às pessoas que dela necessitam", defendeu.
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