Menezes chama quintal a quinta de meio milhão

Menezes diz que está a ser perseguido. Património não bate com rendimento.

13 de novembro de 2014 às 08:29
Foto: Estela Silva/Lusa
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Um Luís Filipe Menezes aparentemente seguro e ao ataque. É assim que o ex-presidente da Câmara de Gaia regressa aos grandes palcos, numa entrevista ao Porto Canal que prometeu ser apenas a primeira que irá conceder às televisões. "Agora, ninguém me cala", garante o conselheiro de Estado, que fala depois numa megaconspiração contra si: onde cabem os jornalistas – designadamente do CM – e os adversários no PS, que "inventam polémicas que não existem".

O ex-autarca, cujo património está a ser investigado pela Polícia Judiciária (PJ) do Porto por suspeita de branqueamento de capitais, vai mais longe e garante que a quinta de Baião – que na permuta realizada em nome dos pais estava avaliado em meio milhão de euros e que o próprio tornou pública numa revista – não passa de "um quintal no Douro". Não explica, porém, como é que os pais a adquiriram, falando apenas em património que é anterior ao seu mandato autárquico.

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Na entrevista ao Porto Canal, onde foi comentador e para onde assume querer voltar, Menezes revelou que o ordenado, em Gaia, era inferior a 2300 euros por mês. Mas não conseguiu responder como é que conseguiu adquirir um T5 de meio milhão, na Foz do Douro, num edifício premiado. E como negociou tal valor, já que áreas idênticas na mesma zona custam, pelo menos, 750 mil euros.

O CM sabe que a investigação continua. Menezes não foi interrogado por estarem a ser reunidas provas pela PJ. O facto de ser conselheiro de Estado obriga a regras especiais.

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