Menos de dois meses para avaliar precários

Presidente do PS, Carlos César, admite que poderão ser integrados 50 mil ainda este ano.

04 de maio de 2017 às 01:30
Governo conta integrar perto de 50 mil funcionários públicos em situação precária numa primeira fase Foto: Manuel de Almeida / Lusa
PS, PCP, BE, PSD, CDS-PP, António Domingues, Carlos César, Pedro Filipe Soares, João Oliveira, Caixa, economia, negócios e finanças, política, partidos e movimentos Foto: Lusa
Carlos César Foto: António Cotrim/Lusa

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As candidaturas de vinculação ao Estado dos trabalhadores precários têm início no próximo dia 11 e terminam a 30 de junho, de acordo com a portaria publicada ontem no Diário da República, que dá aos sindicatos o poder de comunicar aos dirigentes máximos dos serviços situações de precariedade que devam ser avaliadas.

Trata-se da primeira fase de seleção dos funcionários que têm condições para serem integrados. Para isso, estes têm de preencher um requerimento que vem em anexo à portaria (estará disponível no portal do Governo)e enviá-lo por email.

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Será criado um site (www.prevpap.gov.pt). Este processo termina a 30 de junho, altura em que as comissões de avaliação dirão quem está em condições de adquirir vínculo.

A segunda fase do processo inicia-se após a publicação de um diploma do Parlamento que definirá o processo de integração (em que condições haverá, por exemplo, concursos). Todo o processo, se correr normalmente, só ficará concluído no final de 2018. Não se sabe ao certo quantos precários serão integrados no Estado.

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Contudo, o presidente do PS, Carlos César, admitiu ontem que a intenção "é integrar pelo menos 50 mil no decurso deste ano", como aliás noticiou o CM na passada segunda-feira.

PORMENORES

Cristas fala em cunhas

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A líder do CDS, Assunção Cristas, acusou ontem o Governo de "institucionalizar a cunha" ao permitir que os sindicatos possam indicar os precários que devem ser avaliados.

Câmaras à espera de leis

As novas regras de seleção dos candidatos ao vínculo ao Estado não se aplicam às câmaras. Os municípios terão legislação específica ainda não aprovada.

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Professores e militares

Os professores e militares em situação precária não podem candidatar-se, pois têm processo de regularização próprio.

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