Ministra do Ambiente diz que Governo vai criar estratégia para a poluição visual
A marcar também o ano, Maria da Graça Carvalho acrescentou o Fundo Social para o Clima, que funcionará de forma parecida com o programa de substituição de eletrodomésticos.
O Governo vai criar uma estratégia para a poluição visual, para valorização da paisagem, disse esta terça-feira a ministra do Ambiente numa previsão do que vai ser o ano na área que tutela.
Além de dar continuidade a temas ligados à água, como o aproveitamento das águas residuais tratadas ou a luta contra as perdas de água, os programas de defesa do lince ou do lobo, e "muitas obras", o ano será também marcado, entre outros temas, pelo lançamento de um programa sobre a redução do ruído, a estratégia de adaptação às alterações climáticas e uma estratégia sobre a poluição visual.
"A questão da paisagem é cada vez mais tida em conta. A paisagem é muito importante para as populações e muita gente ainda não percebeu isso", disse a ministra sobre o que será o ano de 2026, explicando que a estratégia terá em conta questões como painéis solares mas também, por exemplo, painéis publicitários.
Na área dos resíduos o ano será marcado também, disse Maria da Graça Carvalho à Lusa, pelo início a 10 de abril do sistema de depósito com retorno, com milhares de máquinas em todo o país nas quais podem ser depositadas embalagens de plástico e metal e receber 10 cêntimos em troca, por cada embalagem.
A ministra reconheceu que os resíduos são um problema em Portugal, que o país produz mais resíduos do que outros países europeus e está a aumentar, e disse que pretende tentar um acordo com as grandes superfícies para haver uma redução de embalagens, com mais venda a granel, algo que outros países fizeram com sucesso, como a Bélgica.
"Estamos a trabalhar nisso e nos biorresíduos. Deitamos demasiado fora", disse a ministra, acrescentando que quer ainda este ano ter um substituto dos sacos de plástico de utilização única e que não deva ser objeto de taxa.
A marcar também o ano, acrescentou ainda, o Fundo Social para o Clima, que funcionará de forma parecida com o programa de substituição de eletrodomésticos (E-lar).
E continuarão as obras de adaptação do litoral às alterações climáticas, de renaturalização de rios e de luta contra as inundações.
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