Ministra do Trabalho considera que entendimento sobre reforma da Segurança Social "terá que ter pacto de regime"

Rosário Palma Ramalho manifestou "total" disponibilidade para ser ouvida na Assembleia da República sobre o relatório do grupo de trabalho criado para estudar a reforma da Segurança Social.

07 de setembro de 2026 às 12:05
Ministra do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social, Maria do Rosário Palma Ramalho Foto: António Pedro Santos/Lusa
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A ministra do Trabalho voltou a afastar esta segunda-feira uma reforma estrutural da Segurança Social, referindo que este é um momento para reflexão, mas admitiu que um eventual entendimento futuro terá que depender de um pacto de regime.

Em declarações aos jornalistas à margem da conferência "Social Conecta: Primeiro Pessoas", Rosário Palma Ramalho manifestou "total" disponibilidade para ser ouvida na Assembleia da República sobre o relatório do grupo de trabalho criado para estudar a reforma da Segurança Social e garantiu que "as pensões atuais são absolutamente sagradas".

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A ministra do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social explicou que "o que estava inscrito no programa do Governo era que haveria uma reflexão profunda" sobre a sustentabilidade da Segurança Social, pelo que o objetivo do relatório é "dotar os poderes públicos, toda a sociedade civil e todos os partidos políticos" a refletirem "sobre o problema da sustentabilidade da Segurança Social".

Questionada sobre se vê as medidas sugeridas pelo grupo de trabalho liderado por Jorge Bravo, como por exemplo a adoção de planos de pensões profissionais de adesão automática ou a criação de uma conta de poupança para a reforma para os jovens como medidas complementares, como medidas que pudessem avançar nesta legislatura, Palma Ramalho não respondeu diretamente.

"Este é o momento para refletirmos e eventualmente para chegarmos a um entendimento terá que ter um pacto de regime. Desse entendimento se verá o que avança primeiro e em que circunstâncias é que avança", vincou.

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Palma Ramalho destacou ainda que "todos os partidos do arco da governação assinalam a necessidade de primeiro se refletir sobre esta questão" e só posteriormente se avançar com uma eventual reforma, mas alertou para a necessidade de se refletir sobre o tema à luz do aumento da esperança média de vida e do desafio demográfico que o país enfrenta.

Em 27 de agosto, o primeiro-ministro tinha desejado que fosse possível "um entendimento nacional" antes das próximas eleições quanto a alterações estruturais na Segurança Social que garanta a sustentabilidade do sistema.

O relatório do grupo de trabalho liderado por Jorge Bravo foi entregue ao Governo em julho e apresentado publicamente em 18 de agosto, sendo que entre as várias propostas sugere a reformulação da penalização por reforma antecipada, criação de novos instrumentos de dívida pública do segmento de retalho para servir como complemento à pensão ou adoção de planos de pensões profissionais de adesão automática, que permitem a renúncia.

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Após a apresentação do documento, o Governo reiterou que não vai avançar com uma reforma estrutural da Segurança Social nesta legislatura e referiu que o relatório é mais um contributo para o debate público sobre o tema.

Ainda antes da apresentação do relatório, numa audição regimental, Palma Ramalho admitiu introduzir medidas complementares para melhorar o futuro dos novos pensionistas, mesmo sem avançar com a reforma estrutural.

Questionada sobre um eventual suplemento extraordinário para os pensionistas, a ministra reiterou esta segunda-feira que este "depende de uma avaliação da sustentabilidade da execução orçamental" do ano em curso e colocou a tónica da decisão no Ministério das Finanças.

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Sobre uma eventual revisão em alta do salário mínimo para 2027, a governante sublinha que "o que está em cima da mesa é o cumprimento da meta" prevista no acordo tripartido (prevê-se que suba para 970 euros) e que "teria que haver um novo acordo para que essa meta fosse alterada".

O Governo "não o alterará unilateralmente", sinalizou.

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