Ministros debatem hoje como evitar impacto para setor dos transportes na União Europeia

Portugal estará representado na reunião virtual pelo ministro das Infraestruturas, Miguel Pinto Luz.

21 de abril de 2026 às 08:22
Combustível Foto: Correio da manhã
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Os ministros dos Transportes da União Europeia (UE) vão debater, esta terça-feira, numa videoconferência informal, os impactos do conflito no Médio Oriente para o setor, nomeadamente a pressão sobre o combustível para a aviação.

Numa altura em que se assinalam quase dois meses desde os ataques dos Estados Unidos e de Israel ao Irão e da consequente resposta iraniana, os ministros dos Transportes da União vão discutir consequências como aumento de custos, impacto nas operações devido à subida dos preços da energia, perturbações nas rotas e riscos acrescidos para a logística global.

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Portugal estará representado na reunião virtual pelo ministro das Infraestruturas, Miguel Pinto Luz.

A presidência rotativa do Conselho da União, ocupada este semestre por Chipre, quer assegurar uma forte coordenação da UE para garantir o abastecimento de combustível, preservar a conectividade em todos os modos de transporte e evitar respostas nacionais fragmentadas ou descoordenadas.

Quando alguns países já avançam com medidas, Nicósia quer assegurar uma abordagem organizada, proporcional e compatível com as regras de mercado único da UE.

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A discussão surge na véspera de a Comissão Europeia divulgar, na quarta-feira, um pacote de medidas para aliviar a crise energética causada pelo conflito no Médio Oriente.

Esta terça-feira, o executivo comunitário reiterou que não existe uma escassez de combustível, nomeadamente para aviação, na UE, mas assegurou preparação para "possíveis ações" e lembrou a "capacidade significativa" para refinar petróleo bruto no espaço comunitário.

Antes, na passada quinta-feira, o diretor da Agência Internacional de Energia disse que a Europa tem "talvez mais seis semanas de combustível para aviões", alertando para possíveis cancelamentos de voos em breve se o abastecimento de petróleo continuar bloqueado.

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No mesmo dia, a Associação das Companhias Aéreas em Portugal afirmou que, para já, não há impacto na operação, mas admite a possibilidade de cancelamentos de voos e preços mais altos se a crise energética persistir.

As leis da UE obrigam os Estados-membros a manter reservas estratégicas para 90 dias, tanto de petróleo como de gás.

No que diz respeito ao petróleo, cabe aos Estados-membros decidir que parte dessas reservas de 90 dias corresponde a petróleo bruto e que parte corresponde a produtos refinados, incluindo querosene e combustível de aviação.

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Uma escalada do conflito que envolve Irão, Estados Unidos e Israel tem impactos diretos no setor dos transportes, nomeadamente marítimo em qualquer perturbação no Estreito de Ormuz.

Na aviação, assiste-se a fecho ou a restrição do espaço aéreo, maior consumo de combustível e custos operacionais mais elevados.

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