Operação Lúmen: Moedas manda abrir inquérito à secretária-geral da Câmara de Lisboa

Alberto Laplaine Guimarães, secretário-geral da autarquia, é o principal arguido do processo que investiga suspeitas de corrupção na contratação de luzes de Natal.

Atualizado a 19 de março de 2026 às 15:53
Carlos Moedas, presidente da Câmara de Lisboa Foto: MIGUEL A. LOPES/LUSA_EPA
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O presidente da Câmara de Lisboa ordenou a abertura de um inquérito à secretaria-geral, cujo responsável, Alberto Laplaine Guimarães, foi detido pela Polícia Judiciária na “Operação Lúmen”. Segundo um despacho a que o NOW teve acesso, Carlos Moedas ordenou uma investigação interna aos “procedimentos que levaram à celebração do Protocolo dfe Colaboração para as iluminações de Natal com a União de Associações do Comércio e Serviços (UACS), liderada por Carla Salsinha, também detida no mesmo processo.

A “Operação Lúmen” foi desencadeada, esta terça-feira, pela Polícia Judiciária. De acordo com a PJ, a investigação teve origem numa denúncia ligada com a "pretensa viciação de procedimentos de contratação pública relacionados com o fornecimento e instalação de iluminações festivas, utilizadas nas épocas de Natal e na celebração de diversas festividades". 

As diligências realizadas pela autoridade revelaram a existência de "um esquema criminoso, de caráter organizado e sistémico, tendente à viciação de procedimentos de contratação pública", acrescentou a judiciária.

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"Mediante a obtenção ilegal de informação privilegiada a troco de contrapartidas de cariz financeiro atribuídas a elementos de entidades adjudicantes, em subversão das regras da transparência, igualdade e concorrência do mercado, eram garantidas adjudicações à empresa visada em valores que ascendem a 8 milhões de euros", referiu a nota de imprensa

Os detidos encontram-se no Tribunal de Instrução Criminal do Porto a aguardar o primeiro interrogatório judicial

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