Montenegro confiante no turismo português apesar da crise
PM rejeita alarmismos e diz que não há sinais de que a crise energética vá prejudicar o turismo
O tempo quente e as praias do mediterrâneo fazem de Chipre um lugar de eleição para quem procura férias. Mas por estes dias de conflitos armados, o país tornou-se o alvo das atenções depois de um ataque de drones iranianos junto a uma base militar. O país está a poucas centenas de quilómetros do Líbano, perto da Turquia, faz parte da União Europeia e usa o Euro. Atualmente, é o país que detém a presidência rotativa da UE, o que levou os chefes de Estado e de Governo a reunirem-se na ilha.
A lista das preocupações é extensa, a começar pelos efeitos da guerra no Irão. Luís Montenegro, à entrada para o jantar com os líderes europeus, garantiu que não quer “alarmar ninguém” e diz estar confiante no turismo nacional. Apesar dos receios, o primeiro-ministro garante que “temos informação” referente “à nossa economia turística” que indica “não haver perturbações nos próximos meses”. Ainda assim, a Europa está a preparar medidas, nomeadamente uma maior cooperação entre os países. “Continuaremos a acompanhar a situação”, diz o Chefe de Governo português, recordando que o país já tem “medidas” e “apoios importantes” a cidadãos e empresas.
O jantar de ontem teve ainda um convidado de última hora. Zelensky era para ser ouvido à distância, por videoconferência, mas acabou por se sentar à mesa, depois de a UE ter conseguido garantir o cheque do empréstimo de 90 mil milhões de euros a Kiev. Um empréstimo que vai servir as necessidades orçamentais do país mas também para assegurar a defesa face aos avanços russos. António Costa considerou ser “um belo dia” devido ao empréstimo que vai permitir “a Ucrânia defender-se” mas também “aumentar a pressão” sobre a Rússia. O presidente do Conselho Europeu acrescentou ainda que é preciso avançar nas negociações para o acesso da Ucrânia à UE. Esta é a primeira reunião sem Viktor Orbán, um alívio comentado pelos corredores. Montenegro prefere dizer que “os estados-membros têm as suas dinâmicas políticas”, enquanto que Zelensky sublinha que quer trabalhar “ombro com ombro” com o novo governo da Hungria.
O encontro continua hoje, na capital do país, Nicósia. Uma cidade que é um espelho do mundo atual. É uma capital dividida a meio, tal como o país, onde o norte é controlado pelos turcos, uma espécie de ocupação que não é reconhecida internacionalmente.
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