Montenegro destaca importância da segurança marítima para Portugal na Cimeira da NATO

Cimeira da NATO termina, esta quarta-feira, em Ancara, capital da Turquia.

08 de julho de 2026 às 08:00
Luís Montenegro, primeiro-ministro Foto: Oliver Matthys/Lusa
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O primeiro-ministro, Luís Montenegro, disse esperar que os interesses de Portugal "possam ser acautelados, nomeadamente na segurança Marítima", na manhã desta quarta-feira, na Cimeira da NATO que decorre em Ancara, na Turquia.

"A centralidade à volta da segurança marítima é prioritária para nós", disse Montenegro, afirmando estar satisfeito com o facto da Cimeira adotar este caminho como prioridade política.

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Luís Montenegro garantiu que Portugal está "à altura da sua responsabilidade enquanto parceiro" da NATO.

Na opinião do primeiro-ministro, esta reunião de chefes de Estado e de Governo dará "sequência ao reforço do pilar europeu dentro da NATO e dos compromissos de investimento de todos os países da Europa, no âmbito do qual Portugal tem vindo a assumir também a sua responsabilidade".

O governante realçou que Portugal terminou o ano de 2025 cumprindo o objetivo de ter um investimento em Defesa superior a 2%, que se fixou nos 2,01%, salientando que tal só foi possível "através de um esforço adicional".

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"Estamos numa trajetória de cumprimento, o que acontece pela primeira vez desde 2014. Isso significa que, a par daquilo que são as nossas missões e a integração em muitas operações no âmbito da NATO, como acontece esta quarta-feira na Roménia, na Eslováquia, na Lituânia", enumerou.

"E ficamos também muito satisfeitos por esta cimeira adotar com prioridade exatamente essa mesma política", acrescentou.

Montenegro antecipou que nesta reunião de alto nível será assumida "a unidade da Aliança Atlântica e o respeito e a manutenção da prevalência do artigo 5.º enquanto elemento absolutamente crucial da solidariedade e da partilha da política de segurança e Defesa de todos os 32 Estados-membros da NATO".

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Além disto, o primeiro-ministro lembrou que uma das prioridades desta cimeira é o reforço do apoio à Ucrânia, realçando a importância de materializar "no terreno todo o apoio militar, político e económico" a Kiev.

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