Montenegro diz que vai marcar História de Portugal no regresso de Marcelo ao PSD
Primeiro-ministro garante que o Governo não vai desistir de fazer reformas. "Não podemos ficar reféns da intransigência", afirma.
“Podem ter a certeza que este período governativo vai marcar tanto a Historia de Portugal como os grandes períodos governativos dos nossos 52 anos”. Foi com estas palavras que o presidente do PSD terminou na quarta-feira o seu discurso na festa da aniversário do partido, em Lisboa. Luís Montenegro, que assim se equiparou a figuras como Francisco Sá Carneiro ou Aníbal Cavaco Silva, esteve cerca de meia hora a argumentar como as coisas melhoraram desde que foi para São Bento.
“Somos um país que, há alguns anos, não teria um primeiro-ministro a ser recebido na Alemanha, pelo chanceler, com a possibilidade de com ele poder trocar impressões em público, com uma situação financeira melhor do que a alemã”, sublinhou, referindo-se ao encontro com Friedrich Merz, na terça-feira. “Lamento que em Portugal não se tenha noção do que os outros pensam de nós”, disse, dando como exemplo da “altíssima cotação internacional” do Estado o facto de as duas maiores companhias aéreas europeias estarem a lutar pela privatização da TAP.
Em véspera de uma reunião decisiva da Concertação Social sobre o pacote laboral, Montenegro avisou que “este é um Governo que, obviamente, não vai desistir” de fazer reformas. “Já demos muitas mostras de cedência. Não podemos ficar reféns da intransigência e do imobilismo”, afirmou. Marcelo Rebelo de Sousa discursou nesta que foi a sua primeira iniciativa partidária desde que deixou a Presidência da República para homenagear Conceição Monteiro, militante número 2 do PSD, também ali presente.
Chefe do Executivo destaca boa situação financeira e respeito internacional
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