Montenegro nega suspensão do acordo Schengen com Espanha mas admite reforço de segurança nas fronteiras

Primeiro-ministro considera que a situação é grave e garante que está em contacto permanente com as autoridades espanholas e marroquinas.

31 de julho de 2026 às 18:48
Luís Montenegro Foto: Rodrigo Antunes/Lusa
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O primeiro-ministro, Luís Montenegro, reagiu esta sexta-feira à crise migratória em Ceuta. Montenegro sublinhou que "todas as políticas que de alguma maneira alimentam um efeito de chamada impedem o cumprimento das regras do pacto de Imigração e Axilo da União Europeia". O chefe do Governo não defende a suspensão do acordo Schengen com Espanha, mas garantiu um maior reforço de segurança nas fronteiras portuguesas no sul do País. 

Luís Montenegro tem mantido contacto com as autoridades espanholas e marroquinas e defendeu o regresso dos mais de 48 mil migrantes que chegaram a nado a Ceuta, provenientes de Marrocos, "para mostrar as pessoas que devem entrar a cumprir as regras e de forma controlada".

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Solidário com as vítimas, Montenegro, apelou à serenidade e relembrou que a área de Ceuta já está sujeita a mecanismos particulares de controlo de fronteiras. Face à situação, o primeiro-ministro concretizou que as regras de controlo em Portugal são mais apertadas com vista a salvaguardar a dignidade das pessoas que entram no País.

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