Montenegro prestou vassalagem a Trump ao participar na Cimeira da NATO, afirma BE
Líder bloquista realçou que "cada bomba lançada naquele território" (Irão) é uma "fatura de supermercado ou de renda de casa ou hospital que aumenta".
O coordenador do Bloco de Esquerda considerou esta quarta-feira que o primeiro-ministro, Luís Montenegro, foi prestar vassalagem a um "rei louco", ao participar na cimeira da NATO com o presidente norte-americano, Donald Trump.
Para o coordenador do BE, José Manuel Pureza, a presença do primeiro-ministro português, Luís Montenegro, em Ancara, capital da Turquia e onde decorre a cimeira de chefes de Estado e de Governo da NATO, representou o "prestar vassalagem ao rei louco".
"A sociedade portuguesa tem de ser capaz de se mobilizar para exigir de Luís Montenegro que não preste vassalagem ao rei louco e que nos salvaguarde e defenda quem trabalha e isso significa, simplesmente, ser contra uma guerra que é paga por todos nós, que não temos rigorosamente nada a ver com os delírios do rei louco", Donald Trump, defendeu.
Pureza advertiu que "cada bomba lançada naquele território" é uma "fatura de supermercado ou de renda de casa ou hospital que aumenta".
"É mais um dia de grande preocupação para o mundo. Donald Trump anunciou o fim do cessar fogo com o Irão e estão a multiplicar-se ataques do Irão e dos Estados Unidos naquela região e o preço do petróleo voltou a disparar", disse José Manuel Pureza.
Em declarações à agência Lusa, à margem da visita à semana cultural Sementeira, organizado pelo BE de Viseu, o coordenador do partido alertou para a governação do mundo que está a ser feita "por um rei louco que põe o mundo todo em perigo com as suas loucuras".
"São loucuras, estas ideias de que a paz se consegue pela força e pela violência é pura e simplesmente uma loucura que nos põe a todos em risco", defendeu.
Em segundo lugar, acrescentou, "cada bomba lançada por [Donald] Trump ou pelos aiatolas naquela região é paga na nossa fatura no supermercado, no posto de gasolina, na renda de casa ou no empréstimo bancário" para a habitação.
"A guerra é dele e a fatura é nossa e isso tem que ter por parte de todos uma atitude de crítica e de exigência para que haja juízo e razoabilidade e é isso que as sociedades têm que exigir", defendeu.
Uma das formas de exigir, apelou José Manuel Pureza, é "com manifestações e lutas na rua" e a título de exemplo apontou o pacote laboral que não foi aprovado apesar de o Governo "ter na calha uma aliança com o Chega".
"E porquê? Porque as pessoas se mobilizaram da direita à esquerda para defender os direitos de quem trabalha e isso fez com que todas as forças políticas, incluindo a de extrema direita, se tenham sentido muito responsabilizadas pelo voto que iam ter", justificou.
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