Montenegro quer todas as capitais de distrito ligadas por autoestradas
Primeiro-ministro comprometeu-se em ligar por autoestrada Beja, Évora e Portalegre, para que todo o território nacional “esteja mais próximo” e para desenvolver o nível económico da região.
O primeiro-ministro comprometeu-se, na quinta-feira, em ligar todas as capitais de distrito por autoestrada, durante a visita a Portalegre. “O objetivo é termos todas as capitais de distrito ligadas por autoestrada, é um compromisso que o Manuel Castro Almeida [ministro da Economia e da Coesão Territorial] assumiu e que vai cumprir connosco”, garantiu Luís Montenegro.
Com o Governo em peso na visita ao grupo Delta, em Campo Maior, o chefe do Executivo aproveitou para recordar o investimento que pretende fazer na região. “Temos em procedimento o estudo para a ligação da autoestrada a Portalegre e estamos a vislumbrar, quer a norte quer a sul, quer a ligação de Portalegre à A6, quer a ligação de Portalegre à A23, e está já em execução a obra que ligará a A2 a Beja”, disse Montenegro, acrescentando que desta forma “todas as capitais de distrito ficarão conectadas pelo formato autoestrada”. Destacou ainda que este é “um sinal significativo daquilo que são as condições que nós temos de dar ao território, para que esteja mais próximo e naturalmente em igualdade de circunstâncias para poder também competir”.
Durante a visita, o CEO do grupo Nabeiro-Delta Cafés apresentou ao primeiro-ministro um investimento de 20 milhões de euros para modernizar e expandir a fábrica Novadelta e “acelerar o crescimento” nos mercados internacionais, para alcançar o “Top 10” mundial das marcas de café nos próximos 15 anos. Com este investimento, a fábrica “duplica a sua capacidade de produção anual, atualmente de 100 toneladas de café por dia” e “consolida-se como a maior” torrefatora da Península Ibérica, vincou Rui Miguel Nabeiro. Montenegro considerou que o investimento, assim como a trajetória da empresa, são um exemplo para o País.
Novos apoios para a agricultura
O novo Conselho de Ministros descentralizado aprovou na quinta-feira, em Beja, várias medidas para a agricultura, pecuária e ambiente, que o primeiro-ministro apontou como “setores estratégicos”. Luís Montenegro anunciou 20 milhões de euros para apoiar os custos dos fertilizantes, devido ao impacto do conflito no Médio Oriente, e 60 milhões de euros para a reabilitação de infraestruturas agrícolas afetadas por fenómenos meteorológicos.
Para gerir a capacidade de água em todo o País, Macário Correia foi anunciado como o coordenador da estrutura que vai liderar a estratégia ‘Água que une’.
Luís Montenegro indicou ainda, tal como anunciado no dia anterior em debate quinzenal, o prolongamento por 12 meses das moratórias de crédito atribuídas a empresas, instituições sociais e famílias.
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