Correio da Manhã

Moreira "muito preocupado" com greve que afeta circulação da metro do Porto
Foto MANUEL FERNANDO ARAÚJO / LUSA
Rui Moreira
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Rui Moreira
Foto Fernando Veludo/Lusa
Rui Moreira, presidente da Câmara Municipal do Porto
18:24
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Greve dos trabalhadores da EMEF está a provocar "o caos".

O presidente da câmara do Porto, Rui Moreira, disse esta sexta-feira estar "muito preocupado" com a greve dos trabalhadores da Empresa de Manutenção de Equipamento Ferroviário (EMEF), empresa que faz a manutenção das carruagens da Metro do Porto.

"É um facto inédito. É uma situação que nunca tinha ocorrido e não quero acreditar que uma situação destas que envolve qualquer coisa como 30 mil euros e já terá sido negociado com os sindicatos e está preso numa gaveta qualquer, vá transformar a vida de 200 mil cidadãos ou mais num inferno", disse Rui Moreira.

O autarca, que falava aos jornalistas à margem da cerimónia de início de operação na Rede STCP de autocarros elétricos e a gás natural que esta tarde decorreu no Museu do Carro Elétrico no Porto com a presença do ministro do Ambiente, frisou que se a greve se mantiver "muitas pessoas ficarão prejudicadas".

"Não sendo esta uma competência dos municípios, ao contrário do que acontece com a STCP, é algo que me preocupa muito", sublinhou.

A greve dos trabalhadores da EMEF no Porto está a provocar "o caos" no metro, segundo fonte sindical, que na segunda-feira, em declarações à agência Lusa, garantiu estarem a circular apenas metade das 72 viaturas existentes.

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Paulo Milheiro, do Sindicato Nacional dos Trabalhadores Ferroviários (SNTF), disse que, por falta de manutenção, "dos 72 veículos existentes [no metro do Porto] estão a andar menos de 40", sendo que, "no final do mês, provavelmente não haverá metro".

"Os metros vão saindo de linha conforme as avarias e depois chegam às oficinas e não têm ninguém para fazer a manutenção", explicou o dirigente sindical.

De acordo com o dirigente do SNTF, as perturbações na circulação do Metro do Porto são ainda resultado da greve de três horas por turno que decorreu de 29 de março a 12 de abril nas oficinas de Guifões, em Matosinhos, mas a situação não chegará a normalizar porque está marcada nova paralisação, nos mesmos termos até final do mês de abril, desta feita nas duas oficinas da EMEF no Norte (Guifões e Contumil).

Antes disso, os trabalhadores das oficinas de Guifões e Contumil já tinham estado em greve entre 12 e 16 de março, estando atualmente em curso (desde o passado dia 07 até dia 22) uma outra greve nas oficinas dos Alfa pendulares em Contumil.

De acordo com Paulo Milheiro, em causa estão aumentos salariais e a atualização do subsídio de turno, sendo a reivindicação base a atribuição aos trabalhadores da EMEF das "mesmas condições" de trabalho dos trabalhadores da Comboios de Portugal (CP).

Em todo o país existem cerca de dez oficinas da EMEF, num total que ultrapassa um milhar de funcionários, estando agendada uma greve parcial nacional nos dias 26 e 27 e em análise a realização de uma paralisação de um dia inteiro em maio.

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