Morreu João Calvão da Silva, antigo ministro e dirigente do PSD

Político assumiu a pasta da Administração Interna no breve segundo governo de Passos Coelho.

20 de março de 2018 às 12:50
João Calvão da Silva Foto: Pedro Catarino
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O ex-presidente do Conselho Nacional de Jurisdição do PSD João Calvão da Silva morreu esta terça-feira, aos 66 anos, vítima de doença prolongada, confirmou à Lusa fonte oficial social-democrata.

Calvão da Silva nasceu em 20 de fevereiro de 1952, foi professor universitário, e desempenhou o cargo de ministro da Administração Interna no curto segundo Governo PSD/CDS-PP liderado por Pedro Passos Coelho, que durou menos de um mês em 2015.

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A sua breve passagem pelo Ministério da Administração Interna ficou marcada por uma frase sobre as cheias que causaram enormes estragos em Albufeira. "A fúria da natureza não foi nossa amiga. Deus nem sempre é amigo, também acha que de vez em quando nos dá uns períodos de provação. (...) Em Albufeira a força da natureza na fúria demoníaca, embora os ingleses digam que é um ato de Deus, um atc of God, nós temos que traduzir de outra maneira", disse então Calvão da Silva.Calvão da Silva nasceu em 20 de fevereiro de 1952 e fez carreira como professor universitário.Até ao último congresso do PSD, que se realizou em fevereiro, foi presidente do Conselho de Jurisdição Nacional do partido, mas já não participou no encontro devido à doença, tendo merecido palavras de homenagem do antigo e do atual presidente do PSD, Pedro Passos Coelho e Rui Rio, durante a reunião magna.Politicamente, foi dirigente do PSD e deputado à Assembleia da República, entre 1995 e 1999.De 1983 a 1985, foi secretário de Estado Adjunto do vice-primeiro-ministro, Carlos Mota Pinto, no governo de Bloco Central (PS-PSD).Nascido em Montalegre, licenciou-se em Direito pela Faculdade de Direito da Universidade de Coimbra, em 1975, universidade pela qual se doutorou em 1990 e onde lecionou.Depois da experiência governativa, entre 1985 e 1992, foi presidente da Comissão de Fiscalização da TAP Portugal. Entre 1992 e 1995 foi membro do Conselho Superior do Ministério Público, tendo também integrado o Conselho Superior da Magistratura, até 2009.

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