Antigo ministro do breve segundo governo de Passos Coelho morreu aos 66 anos.
O presidente do PSD, Rui Rio, expressou esta terça-feira "as mais profundas condolências" pelo falecimento de João Calvão da Silva, em seu nome pessoal e em nome do Partido Social Democrata.
Numa nota enviada à imprensa, o PSD informa ainda que o corpo de Calvão da Silva, que morreu hoje, aos 66 anos, estará em câmara ardente na Capela da Universidade de Coimbra, a partir das 15h00 e o funeral realiza-se na quarta-feira, pelas 15:00.
"João Calvão da Silva desempenhou diversos cargos no PSD, destacando-se pela sua militância ativa e defesa das causas nacionais", recorda a nota do PSD.
Calvão da Silva nasceu em 20 de fevereiro de 1952, foi professor universitário, e desempenhou o cargo de ministro da Administração Interna no curto segundo Governo PSD/CDS-PP liderado por Pedro Passos Coelho, que durou menos de um mês em 2015.
De formação católica, Calvão da Silva evocou Deus durante uma visita ao Algarve, depois de umas cheias em Albufeira, distrito de Faro, o que causou uma onda de críticas.
"Deus nem sempre é amigo, também acha que de vez em quando nos dá uns períodos de provação", disse em novembro de 2015, após a visita em Albufeira.
E quando se referiu à vítima mortal das cheias, afirmou: "Ele, que era um homem de apelido Viana, entregou-se a Deus e Deus com certeza que lhe reserva um lugar adequado".
Até ao último congresso do PSD, que se realizou em fevereiro, foi presidente do Conselho de Jurisdição Nacional do partido, mas já não participou no encontro devido à doença.
Politicamente, foi dirigente do PSD e deputado à Assembleia da República, entre 1995 e 1999, eleito pelo círculo de Coimbra.
De 1983 a 1985, foi secretário de Estado Adjunto do vice-primeiro-ministro, Carlos Mota Pinto, no governo de Bloco Central (PS-PSD).
Nascido em Montalegre, licenciou-se em Direito pela Faculdade de Direito da Universidade de Coimbra, em 1975, universidade pela qual se doutorou em Direito Civil em 1990.
Em 1997, tornou-se professor associado na Faculdade de Direito da Universidade de Coimbra e em 2002 passou a professor agregado e no ano seguinte a professor catedrático.
Depois da experiência governativa, entre 1985 e 1992, foi presidente da Comissão de Fiscalização da TAP Portugal. Entre 1992 e 1995 foi membro do Conselho Superior do Ministério Público, tendo também integrado o Conselho Superior da Magistratura, até 2009.
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