MP investiga campanha de Passos Coelho em 2015 por suspeitas de financiamento da Odebrecht

Justiça brasileira informa DCIAP que há indícios de pagamentos da construtora.

12 de agosto de 2020 às 08:38
Pedro Passos Coelho Foto: Lusa
Paulo Portas e Passos Coelho Foto: Jorge Miguel Gonçalves
Imagem ANDRÉ-GUSTAVO-VIEIRA.JPG (6471455) (Milenium) Foto: Jorge Miguel Gonçalves
Passos Coelho Foto: Lusa

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O Departamento Central de Investigação e Ação Penal (DCIAP) recebeu documentação das autoridades brasileiras que levantam suspeitas sobre um eventual financiamento da construtora Odebrecht à campanha da coligação Portugal à Frente, liderada por Passos Coelho, nas legislativas de 2015.

Já era público o envolvimento do publicitário André Gustavo, responsável pela campanha, na ‘Lava Jato’, no Brasil. Agora, segundo a ‘Sábado’, as autoridades brasileiras enviaram documentação, que foi anexada ao caso EDP, onde dizem ter “informações indiciárias” em “é possível que os pagamentos descritos com referência à obra do Baixo-Sabor [barragem] em Portugal, possam referir-se ao financiamento da campanha eleitoral do PSD para a eleição do cargo de primeiro-ministro, disputada em 2015, pelo ex-primeiro ministro de Portugal, Pedro Passos Coelho”.

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A Justiça brasileira analisou a contabilidade da Arcos Propaganda, a empresa de André Gustavo, e frisa que os pagamentos faturados ‘por dentro’ pela Arcos Propaganda” para o PSD e para a coligação Portugal à Frente totalizaram 868 mil euros e foram feitos no mesmo período e em valores muito semelhantes aos repasses em espécie feitos ‘por fora’” pela Odebrecht.

Ao CM, fonte da campanha da coligação PSD/CDS diz que André Gustavo só prestou serviços “no âmbito da comunicação e marketing político” e que nunca “desempenhou funções de angariação de fundos”.

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Em julho de 2017, o publicitário André Gustavo foi detido no Brasil no âmbito ‘Lava Jato’.

No Brasil foi apreendida uma lista e nomes de código de pagamentos da Odebrechet. O DCIAP quis saber quem era o ‘Príncipe’ cujas verbas tinham referência ao Baixo Sabor.

Segundo a ‘Sábado’, uma testemunha denunciou que foi André Gustavo que visitou a Odebrecht para receber as verbas.

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