"Não havia guarda na torre de vigia, nem no pátio": ministra explica que fuga de reclusos deveu-se a "falha na vigilância"

Reclusos evadiram-se da cadeia de Alcoentre com recurso a uma corda, mas acabaram por ser recapturados.

08 de julho de 2025 às 19:39
Cadeia de Alcoentre Foto: Pedro Catarino
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A ministra da Justiça explicou esta terça-feira que a fuga de dois reclusos na segunda-feira da prisão de Alcoentre se deveu a uma "falha na vigilância", por falta de guardas na torre de vigia, no pátio e a ver as câmaras de segurança.

"Do que conseguimos apurar existiu uma falha de vigilância. Confirmámos que não havia guarda na torre de vigia que tinha acesso e visibilidade para a zona da fuga, não havia nenhum guarda a seguir as câmaras de vigilância e não havia também nenhum guarda no pátio", disse Rita Alarcão Júdice aos jornalistas na tarde de hoje.

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As falhas aconteceram porque não havia "recursos disponíveis" no Estabelecimento Prisional de Alcoentre naquele momento.

Segundo a ministra há fatores que levam a essa situação, como a greve em curso às horas extraordinárias, "que teve um impacto direto" na fuga, além de que há naquele estabelecimento 30 guardas em baixa médica. Na hora da fuga, disse, estavam no estabelecimento 17 guardas prisionais mas "deveriam estar mais".

Dois reclusos evadiram-se na segunda feira do estabelecimento Prisional de Alcoentre, no concelho de Azambuja, distrito de Lisboa, mas foram capturados hoje de manhã. Os dois, de 37 e 44 anos, fugiram pelas 18:20 de segunda-feira e encontram-se condenados pelos crimes de tráfico de estupefacientes e roubo.

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Rita Alarcão Júdice disse que o Ministério da Justiça está a fazer obras de segurança, na sequência da auditoria a todos os 49 estabelecimentos prisionais do país e das recomendações que dela sairam.

"Pedimos a todos os diretores dos estabelecimentos prisionais que identificassem a obra mais urgente" e atualmente 75% das obras identificadas já estão em curso, referiu a ministra, dando como exemplos a cobertura de pátios, colocação de redes adicionais, reforço de portões ou reposição de câmaras de segurança.

O Ministério está a concluir também o processo de recrutamento de guardas prisionais que foi aberto com 225 vagas e com apenas 68 candidatos, pelo que o Governo pretende alterar as regras de acesso à profissão, dignificando a carreira e as condições de trabalho.

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Sobre Alcoentre, e enquanto se mantiver a situação de falta de guardas, será reduzida em uma hora a hora de pátio.

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