Negociações do pacote laboral terminam sem acordo
Última reunião para tentar chegar a um entendimento ocorreu esta segunda-feira.
As negociações entre Governo, patrões e UGT em torno do pacote laboral terminaram sem acordo, avança o Jornal de Negócios. A última reunião para tentar chegar a um entendimento ocorreu esta segunda-feira, no Ministério do Trabalho.
"Não há acordo", disse ao Negócios Francisco Calheiros, presidente da Confederação do Turismo (CTP), no final do encontro. "Face à posição da UGT não havia grande capacidade de diálogo", disse também João Vieira Lopes, da Confederação do Comércio (CCP).
O Correio da Manhã apurou que o Governo vai prosseguir todos os esforços para que haja um acordo sobre a reforma laboral.
O presidente da CIP, Armindo Monteiro, disse em declarações à RTP Notícias que as negociações sobre o pacote laboral terminaram sem acordo e responsabilizou a UGT pela ausência de um entendimento.
"É da responsabilidade da UGT não haver acordo", disse o líder da CIP, referindo-se à reunião técnica que hoje decorreu no Ministério do Trabalho entre os parceiros sociais e que terminou sem ter sido atingido um entendimento.
Armindo Monteiro afirmou que "não é habitual vermos a UGT ter a atitude que teve" durante o processo de negociação da reforma laboral proposta em julho de 2025 pelo Governo.
O secretário-geral da UGT, Mário Mourão, disse à Lusa que a proposta de reforma laboral "não reúne as condições para que a UGT dê o seu acordo".
Questionado pela Lusa sobre se as negociações em torno do pacote laboral tinham terminado esta segunda-feira sem acordo, Mário Mourão escusou-se a confirmar a rutura.
"Não sei. Tem que perguntar ao Governo. A UGT esteve até onde foi possível. Foi o Governo que disse que havia 70 medidas consensuais. Mas ainda não foi possível a UGT dar o acordo porque as traves mestras do Governo mantiveram-se, e a senhora ministra disse que não abdicava delas", disse Mário Mourão.
Tem sugestões ou notícias para partilhar com o CM?
Envie para geral@cmjornal.pt