Negociações do pacote laboral terminam sem acordo

Última reunião para tentar chegar a um entendimento ocorreu esta segunda-feira.

09 de março de 2026 às 17:05
Negociações do pacote laboral terminam sem acordo Foto: José Sena Goulão/Lusa
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As negociações entre Governo, patrões e UGT em torno do pacote laboral terminaram sem acordo, avança o Jornal de Negócios. A última reunião para tentar chegar a um entendimento ocorreu esta segunda-feira, no Ministério do Trabalho.

"Não há acordo", disse ao Negócios Francisco Calheiros, presidente da Confederação do Turismo (CTP), no final do encontro. "Face à posição da UGT não havia grande capacidade de diálogo", disse também João Vieira Lopes, da Confederação do Comércio (CCP).

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O Correio da Manhã apurou que o Governo vai prosseguir todos os esforços para que haja um acordo sobre a reforma laboral.

O presidente da CIP, Armindo Monteiro, disse em declarações à RTP Notícias que as negociações sobre o pacote laboral terminaram sem acordo e responsabilizou a UGT pela ausência de um entendimento.

"É da responsabilidade da UGT não haver acordo", disse o líder da CIP, referindo-se à reunião técnica que hoje decorreu no Ministério do Trabalho entre os parceiros sociais e que terminou sem ter sido atingido um entendimento.

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Armindo Monteiro afirmou que "não é habitual vermos a UGT ter a atitude que teve" durante o processo de negociação da reforma laboral proposta em julho de 2025 pelo Governo.

O secretário-geral da UGT, Mário Mourão, disse à Lusa que a proposta de reforma laboral "não reúne as condições para que a UGT dê o seu acordo".

Questionado pela Lusa sobre se as negociações em torno do pacote laboral tinham terminado esta segunda-feira sem acordo, Mário Mourão escusou-se a confirmar a rutura.

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"Não sei. Tem que perguntar ao Governo. A UGT esteve até onde foi possível. Foi o Governo que disse que havia 70 medidas consensuais. Mas ainda não foi possível a UGT dar o acordo porque as traves mestras do Governo mantiveram-se, e a senhora ministra disse que não abdicava delas", disse Mário Mourão.

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