"No dia em que tiver que cortar pensões, demito-me": Montenegro fecha Congresso do PSD e volta a tema da idade da reforma
Primeiro-ministro discursou no 43.º Congresso Nacional do PSD e relembrou a declaração feita ainda em campanha eleitoral, antes de ser eleito.
"Baixar idade das reformas hoje significa cortar pensões amanhã", referiu o primeiro-ministro, Luís Montenegro, durante o discurso de encerramento do Congresso do PSD, que decorre em Aveiro. O primeiro-ministro recorreu a uma declaração feita em campanha eleitoral, antes de ser eleito. "Declarei que no dia em que, por absurdo, tivesse de cortar pensões, demitir-me-ia. Reassumo este compromisso de honra", referiu.
"Não aceito, e não deixo a troco de nada, que se faça o que quer que seja que ponha em causa o pagamento das pensões", apontou o primeiro-ministro, dias depois de o pacote laboral ter sido chumbado pelo Governo e de o partido Chega, que pedia a diminuição da idade para a reforma, ter votado contra a revisão.
A equipa proposta por Luís Montenegro para a Comissão Política Nacional do PSD, que inclui como novidades Pedro Duarte, Carlos Moedas e Sebastião Bugalho, foi este domingo eleita no Congresso de Anadia com 88% dos votos.
Luís Montenegro, que lidera o PSD desde 2022 e é primeiro-ministro desde 2024, foi reeleito em 30 de maio passado para mais um mandato de dois anos como presidente do PSD, com 94,8% dos votos, em eleições diretas às quais concorreu sem oposição interna, em que participaram cerca de 27% dos eleitores inscritos.
No sábado, primeiro dia do 43.º Congresso Nacional do PSD a moção de estratégia global de Luís Montenegro, intitulada "Trabalhar -- Fazer Portugal Maior", foi eleita por unanimidade, numa votação por braço no ar.
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