"O PS governa mal": o poema que Rui Rio escreveu a António Costa

Líder do PSD discursou na Festa do Pontal. A fechar o comício, dedicou um poema ao primeiro-ministro.

31 de agosto de 2019 às 23:42
Rui Rio Foto: Lusa
Rui Rio Foto: Lusa
Rui Rio

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"Vamos comprar uma guerra daquelas que eu gosto, vamos comprar uma guerra pela descentralização, pela desconcentração, vamos afrontar, se necessário for, interesses instalados em nome de um País mais equilibrado", garantiu este sábado Rui Rio no comício da rentrée política do PSD em Monchique. A fechar o comício, o líder social-democrata, inspirado por António Aleixo, dedicou um poema ao primeiro-ministro.

O PS governa mal/

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Só o presente lhe interessa/

O futuro de Portugal é coisa que não tem pressa.

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O circo monta e desmonta/

Dramatiza e sobressalta/

Tem sempre a novela pronta/

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Espetáculo nunca falta.

Não são dados a rigores/

As políticas socialistas/

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Foi assim com os professores/

O PS governa mal/

Só o presente lhe interessa/

O futuro de Portugal é coisa que não tem pressa.

O circo monta e desmonta/

Dramatiza e sobressalta/

Tem sempre a novela pronta/

Espetáculo nunca falta.

Não são dados a rigores/

As políticas socialistas/

Foi assim com os professores/

É agora com os motoristas.

Mas o teatro montado/

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Que o povo irá julgar/

Por certo será derrotado/

E o PSD vai ganhar.

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Sem referir o nome de António Costa, o líder social-democrata dedicou uma parte do seu discurso a enumerar as várias razões pelas quais os portugueses não deveriam votar no PS nas próximas eleições.

A utilização do Estado pelos socialistas para "servir o próprio partido e as suas famílias" ou a incapacidade para aproveitar a conjuntura económica, nomeadamente com taxas de juros negativas, para relançar a economia nacional, foram alguns dos pontos negativos apontados por Rui Rio à governação do PS.

As críticas passaram ainda pelo que Rui Rio disse ser a degradação dos serviços públicos, pelo aumento das listas de espera para cirurgias, pela "novidade socialista" das falhas do INEM, pela crescente falta de médicos e pelas novas medidas de incentivo à utilização dos serviços públicos, feitas "em cima do joelho", já que os prestadores de serviços "já vieram dizer que ainda não receberam as compensações indemnizatórias".

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Na Festa do Pontal, foram ainda apresentados os cabeças de lista às eleições legislativas de 6 de outubro.

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