"Ordenou e ordenou bem": Luís Neves diz-se tranquilo e saúda auditoria à PJ ordenada pela ministra da Justiça
Ministério da Justiça ordenou uma auditoria interna à Polícia Judiciária sobre os mandatos de Luís Neves.
O ministro da Administração Interna, Luís Neves, saudou esta quinta-feira a realização de uma auditoria interna ao funcionamento da Polícia Judiciária (PJ) durante o seu mandato como diretor, ordenada pela ministra da Justiça, Rita Alarcão Júdice.
"A senhora ministra da Justiça ordenou e ordenou bem", disse esta quinta-feira Luís Neves à margem de uma ação de formação relacionada com a rede de emergência SIRESP, em Leiria, sublinhando que está "absolutamente tranquilo".
"Ainda bem que todas essas auditorias, investigações, audições se façam para que no final toda a verdade venha ao de cima", frisou o ministro, que dirigiu a PJ entre junho de 2018 e fevereiro de 2026.
Luís Neves sublinhou que está "absolutamente tranquilo" e está "desejoso, se necessário for, de colaborar e contribuir" com o seu "conhecimento para essas questões".
O Ministério da Justiça (MJ) ordenou uma auditoria interna à Polícia Judiciária (PJ) na sequência das notícias sobre o funcionamento desta polícia no mandato do ex-diretor nacional e atual ministro da Administração Interna, Luís Neves.
"Foi determinada a realização de uma avaliação interna, destinada a enquadrar as questões que têm vindo a ser divulgadas pelos meios de comunicação social, notícias relativas ao funcionamento interno da Polícia Judiciária e aos processos de avaliação eventualmente instaurados pela Direção de Serviços de Disciplina e Inspeção, unidade da Polícia Judiciária, atentas as competências dessa direção", confirmou o MJ à Lusa.
Segundo o ministério liderado por Rita Alarcão Júdice, que tutela a PJ, "em paralelo, a Inspeção-Geral dos Serviços de Justiça (IGSJ) --- que procede regularmente à auditoria e inspeção de todos os organismos da Justiça --- realizará também uma auditoria à PJ.
As auditorias ordenadas pelo MJ foram inicialmente avançadas pelo Público e pelo Expresso.
O MJ adiantou ainda que "entendeu não se justificar solicitar à IGSJ a abertura de um processo de averiguações relativamente à deslocação do atrelado, porquanto essa matéria já é objeto de um processo de inquérito, dirigido pelo Ministério Público", a propósito do atrelado apreendido no âmbito de um processo de tráfico de droga e que com autorização de Luis Neves foi colocado à guarda do empreiteiro que fez obras na PJ e numa casa do atual ministro da Administração Interna no Alentejo.
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