"Panóplia de intervenções impressionante": Marcelo sobre medidas do Governo para apoiar pessoas afetadas pelo mau tempo

Marcelo Rebelo de Sousa garantiu ainda que vai acompanhar "a par e passo" aquilo que venha a ser feito pelo Executivo, nos dias de mandato que lhe restam.

01 de fevereiro de 2026 às 18:35
Marcelo Rebelo de Sousa Foto: Direitos Reservados
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O presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, referiu a "panóplia de intervenções impressionante" anunciada pelo Governo na tarde deste domingo, depois do Conselho de Ministros extraordinário, no sentido de apoiar as populações afetadas pela depressão Kristin que assolou o País. Em declarações aos jornalistas em visita ao Vaticano, Marcelo Rebelo de Sousa garantiu ainda que vai acompanhar "a par e passo" aquilo que venha a ser feito pelo executivo, nos dias de mandato que lhe restam. 

O Chefe de Estado apontou ainda que a aplicação das medidas definidas de apoio às populações será "matéria prioritária" no momento da passagem de pasta ao próximo Presidente português eleito.

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"Daquilo que vi no terreno não imaginava como essas necessidades [da população] se somam e são imensas", referiu Marcelo Rebelo de Sousa. "Tive ocasião de dizer que no dia 28 a noção que existia da realidade era ainda uma noção muito limitada", referiu ainda o Chefe de Estado, que salientou a "sensação de angústia" por parte das populações sem luz, água e telecomunicações.

O Governo prolongou este domingo o estado de calamidade até dia 8 de fevereiro. "Quer isto dizer que se mantém em vigor todas as áreas de coordenação operacional e as medidas que agilizem procedimentos para enfrentarmos situações de adversidade climatérica que ainda temos pela frente", referiu o primeiro-ministro, alertando que é expectável que existam cheias e inundações nos próximos dias.

O Conselho de Ministros decidiu "implementar um regime de isenção de contribuições à Segurança Social para as empresas atingidas nestas zonas afetadas para os próximos 6 meses", bem como o funcionamento de um regime simplificado de "lay-off nos próximos 3 meses" e ainda promover uma "moratória de 90 dias para os empréstimos às empresas e ao crédito à habitação". "Ficarão suspensos os pagamentos destes empréstimos", garantiu o primeiro-ministro. 

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O primeiro-ministro anunciou ainda duas linhas de crédito para as empresas, uma de 500 milhões de euros para necessidades de tesouraria e outra de mil milhões para recuperação de estruturas empresariais, na parte não coberta por seguros.

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