Parlamento adia decisão sobre audição de autor de relatório dos fogos

Xavier Viegas coordenou estudo que inclui capítulo não divulgado sobre vítimas de Pedrógão.

13 de dezembro de 2017 às 13:30
Xavier Viegas diz que o País não está preparado para este tipo de ocorrências Foto: Direitos Reservados
Xavier Viegas, professor e especialista em fogos florestais Foto: Ricardo Almeida
Xavier Viegas é o autor do estudo encomendado pelo Governo Foto: Ricardo Graça

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A comissão parlamentar de Assuntos Constitucionais adiou esta quarta-feira para a próxima semana a decisão sobre a audição do professor universitário e investigador Xavier Viegas, autor de um relatório sobre os incêndios de Pedrógão Grande.

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Esta manhã, na hora da discussão do requerimento, a pedido do CDS-PP, verificou-se que não estava presente nenhum deputado centrista da comissão.

Assim, o assunto foi adiado para reunião da próxima semana.

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O pedido de audição de Xavier Viegas foi feito pelo deputado CDS-PP, Telmo Correia, a 07 de dezembro, numa altura em que era pedido o relatório na íntegra, incluindo o capítulo VI, com pormenores sobre a forma como morreram as vítimas de Pedrógão, entretanto remetido à Assembleia da República.

Para Telmo Correia, nesse relatório do professor universitário de Coimbra, há questões "muito relevantes" que ultrapassam anteriores temas anteriores como a previsão, a prevenção e combate aos incêndios".

"A questão das operações de socorro é menos conhecida, mas é muito impressiva em termos de relato e de descrição", salientou.

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De acordo com Telmo Correia, ao contrário do que acontece com o relatório de Xavier Viegas sobre o incêndio de Pedrógão Grande, "não há qualquer relatório sobre as vítimas dos fogos de outubro".

"Por isso, o CDS-PP pergunta ao Governo se tenciona pedir ao professor Xavier Viegas, ou a outra equipa, um novo relatório sobre as vítimas dos incêndios de outubro para que os montantes das respetivas indemnizações possam ser apurados exatamente com base nos mesmos critérios aplicados relativamente a Pedrógão Grande?", frisou Telmo Correia.

Os incêndios florestais deste Verão fizeram mais de cem mortos, centenas de feridos e milhares de euros em prejuízos materiais.

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