Parlamento recorda legado académico e científico do físico português Nuno Loureiro
Assembleia da República homenageia o "notável percurso académico e o inestimável contributo para o avanço da física".
A Assembleia da República aprovou esta sexta-feira por unanimidade um voto de pesar pela morte do físico português Nuno Loureiro, homenageando o seu "notável percurso académico e ao inestimável contributo para o avanço da física".
O projeto apresentado pela Comissão de Educação e Ciência recorda Nuno Loureiro, que foi assassinado em dezembro de 2025 em Boston, nos Estados Unidos da América, pelo seu "percurso académico e científico de excelência que o tornou numa das figuras mais destacadas da ciência portuguesa da sua geração".
Lembrando o impacto da sua investigação "na física teórica e experimental, abrindo novas perspetivas para o desenvolvimento de energia limpa e sustentável", a Assembleia da República manifesta pesar pela sua morte, "presta homenagem ao notável percurso académico e ao inestimável contributo para o avanço da física" e "endereça à sua família e amigos as suas mais sentidas condolências e solidariedade".
Nuno Loureiro, 47 anos, que dirigia o Centro de Ciência do Plasma e Fusão do Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT), foi morto a tiro na sua casa, em Brookline, na Área Metropolitana de Boston, Estado de Massachusetts.
O docente e investigador foi transportado para um hospital de Boston, onde foi declarado o óbito esta sexta-feira de manhã e a polícia abriu uma investigação de homicídio.
A morte do físico Nuno Loureiro, baleado em Boston, foi anunciada esta sexta-feira em Portugal pelo ministro dos Negócios Estrangeiros, Paulo Rangel, durante uma audição parlamentar, sem avançar mais informações.
Formado em 2000 em Engenharia Física Tecnológica pelo IST e doutorado em 2005 em Física pelo Imperial College London, no Reino Unido, Nuno Loureiro juntou-se em 2016 ao MIT, onde era também professor.
Desde maio de 2024 dirigia o Centro de Ciência do Plasma e Fusão do MIT, um dos maiores laboratórios do instituto, onde desenvolvia trabalho em física teórica e as suas aplicações em fusão nuclear.
No Instituto de Plasmas e Fusão Nuclear, unidade do Técnico onde se tornou investigador em 2009, liderou o grupo de Teoria e Modelização.
Citado em 2024 pelo IST, Nuno Loureiro defendia que "a energia de fusão irá mudar o curso da história da humanidade".
Nos Estados Unidos recebeu, em 2017, o Prémio Carreira da Fundação Nacional de Ciência e, mais recentemente, em 2025, o Prémio Presidencial de Início de Carreira para Cientistas e Engenheiros, concedido em janeiro pelo então Presidente Joe Biden.
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