Parlamento unânime no pesar pela morte do maestro Álvaro Cassuto
Músico tinha 87 anos.
O parlamento aprovou esta sexta-feira, por unanimidade, um voto de pesar pela morte na segunda-feira do maestro Álvaro Cassuto, aos 87 anos, em que se considera que foi uma das mais notáveis figuras da música portuguesa contemporânea.
No voto, da autoria do presidente da Assembleia da República, José Pedro Aguiar-Branco, refere-se que o maestro Álvaro Leon Cassuto nasceu no Porto, licenciou-se em Direito pela Universidade de Lisboa, estudou violino e piano e tornou-se depois compositor, tendo sido "o primeiro português a compor segundo o sistema dodecafónico".
"Afirmou-se principalmente, porém, enquanto maestro. Estudou direção de orquestra no Conservatório de Viena e aprendeu com mestres como Pedro de Freitas Branco e Herbert von Karajan. Foi maestro diretor da Orquestra Sinfónica da RDP, fundador da Nova Filarmonia Portuguesa, diretor artístico e maestro titular da Orquestra Sinfónica Portuguesa, diretor artístico da Orquestra Metropolitana de Lisboa e fundador da Orquestra do Algarve", assinala-se.
Realça-se, ainda, que dirigiu ainda "importantes orquestras em todo o mundo, incluindo Los Angeles, Paris, São Petersburgo e a Filarmónica da BBC".
"Com uma prestigiada carreira, traçada entre Portugal e o mundo, devemos-lhe sobretudo o empenho que colocou na revitalização e divulgação de compositores nacionais como Vianna da Mota, Domingos Bontempo, Marcos Portugal e Joly Braga Santos, de quem foi amigo e colaborador. Recebeu, entre inúmeras distinções nacionais e internacionais, a Ordem Militar de Sant'Iago da Espada", acrescenta-se no texto da autoria do presidente da Assembleia da República.
Um texto em que se "presta tributo ao seu percurso singular como compositor, maestro e divulgador da música portuguesa".
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