Partido Popular Europeu sobre Freitas do Amaral: "Um defensor convicto da democracia cristã"

Professor universitário, escritor e fundador do CDS morreu na quinta-feira, aos 78 anos.

04 de outubro de 2019 às 10:34
Diogo Freitas do Amaral morreu ao 78 anos Foto: Lusa
Diogo Freitas do Amaral morreu ao 78 anos Foto: Lusa

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O Partido Popular Europeu (PPE) expressou esta sexta-feira o seu pesar pela morte do ex-líder do CDS Diogo Freitas do Amaral, "um defensor convicto da democracia cristã", afirmando-se "orgulhoso de prosseguir o seu legado".

"Foi com grande tristeza que tomei conhecimento do falecimento de Diogo Freitas do Amaral. Portugal perdeu uma figura política proeminente que ajudou a consolidar a democracia do país. O PPE está de luto pelo falecimento de um defensor convicto da democracia cristã", afirmou o presidente do PPE, Joseph Daul, numa declaração esta sexta-feira divulgada em Bruxelas.

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Apontando que Freitas do Amaral, fundador do CDS, "ajudou a moldar o panorama político de Portugal e assegurou que os valores democráticos cristãos tinham um lugar importante na democracia recém-estabelecida", Daul sublinhou que, "depois da queda da ditadura portuguesa, ele foi um forte defensor da integração europeia para o seu país".

"Ele também desempenhou um papel instrumental na defesa das nossas ideias comuns na Europa enquanto presidente da União Europeia dos Democratas Cristãos, uma organização que antecedeu o PPE", a família política europeia do CDS-PP, de que Freitas do Amaral foi também fundador.

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"Diogo Freitas do Amaral permaneceu leal às suas convicções europeias ao longo da sua vida. Sentimo-nos orgulhosos de prosseguir o seu legado", completa o presidente do PPE.

O professor universitário, escritor, fundador do CDS, antigo ministro dos Negócios Estrangeiros e presidente da Assembleia Geral das Nações Unidas, Diogo Freitas do Amaral morreu na quinta-feira, aos 78 anos.

Freitas do Amaral fez parte de governos da Aliança Democrática (AD), entre 1979 e 1983, e mais da tarde do PS, entre 2005 e 2006, após ter saído do CDS em 1992, tendo exercido as funções de vice-primeiro-ministro, ministro da Defesa e dos Negócios Estrangeiros.

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