Passos Coelho esclarece milhões para Miguel Relvas
Condições de venda do BPN impuseram aumento de capital.
Hoje [esta terça-feira], 2 de Fevereiro de 2016, o Correio da Manhã publica a manchete "Passos Coelho mete 90 milhões no banco de Relvas".
O título da notícia não pode ser factual, dado que não meti 90 milhões em banco algum. A sugestão inerente a esta manchete é guiada pelo título da notícia de desenvolvimento inserida no interior da edição, que refere que o "Estado dá 90 milhões ao banco de Relvas".
Pretende-se, assim, transmitir aos leitores a ideia de que, enquanto Primeiro-Ministro, terei mandado colocar capital público no banco Efisa de modo a favorecer a sociedade que veio a adquirir este banco, de que fará parte, segundo a notícia, Miguel Relvas na qualidade de sócio.
Quero assim, e a este respeito, deixar claro o seguinte:
A sugestão do título do Correio da Manhã a que aludi induz em erro e é, portanto, falsa;
Durante o período em que fui Primeiro-Ministro não tomei nem mandei tomar nenhuma decisão de favorecimento económico pessoal fosse para quem fosse;
Ignoro se Miguel Relvas é sócio da sociedade que adquiriu o banco Efisa;
O processo de capitalização do banco em causa, realizado pela Parparticipadas, relaciona-se, tanto quanto é do meu conhecimento, com as condições de venda do banco BPN ao banco BIC, nos termos de concurso realizado em 2011 e nada tem que ver com a venda recente do banco Efisa;
Aliás, segundo a notícia de desenvolvimento do Correio da Manhã, uma parte da capitalização decorreu já durante a vigência do atual governo;
De todo o modo, o processo de alienação do banco Efisa também foi conduzido pela Parparticipadas e tenho a certeza que esta sociedade pública não deixará de documentar e esclarecer qualquer questão relacionada com tal processo, de modo transparente e objetivo.
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