Patrões não garantem aumentos de 4,7% previstos no acordo de Concertação Social
Confederação Empresarial de Portugal condiciona subida de salários a “novas medidas”.
A Confederação Empresarial de Portugal (CIP) condiciona os aumentos salariais de 4,7% previstos no acordo de Concertação Social assinado entre o Governo e os parceiros sociais a “novas medidas”.
Em entrevista ao ‘Negócios’ e à Antena 1, o presidente da CIP, Armindo Monteiro, considerou “anémico” o crescimento económico (2,1%) previsto na proposta de Orçamento do Estado (OE) para 2025. “O referencial de crescimento da economia, para atingir os 75% da média europeia, tem de ser 3,2% já em 2025. Pelas projeções, já não está a acontecer esse aumento de produtividade. Temos de materializar novas medidas para que o crescimento seja maior”, sustentou.
Um ponto que Armindo Monteiro entende que “ainda há espaço para corrigir” na discussão do OE na especialidade é a atualização de escalões do IRS. A proposta de OE prevê uma atualização de 4,6%, mas “se o referencial é 4,7%, os escalões do IRS deveriam também atualizar em 4,7%”, sinalizou.
Já quanto às dúvidas sobre a viabilização do documento no Parlamento, o presidente da CIP alertou que “o País não pode entrar em crises estéreis”.
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