Paulo Portas visita a China em Julho
O ministro dos Negócios Estrangeiros, Paulo Portas, visitará a China no início de Julho, pela primeira vez, e além de Pequim deverá deslocar-se a Xangai e a outras cidades chinesas, disse nesta terça-feira fonte diplomática à Lusa.<br/>
Será a primeira visita oficial à República da China de um membro do actual Governo português e coincide com um acentuado crescimento das relações económicas bilaterais.
O encontro de Portas com o homólogo chinês, Yang Jiechi, está agendado para 3 de Julho, indicou a mesma fonte.
O programa, que está ainda a ser ultimado, deverá incluir encontros com outros responsáveis das áreas política e económica e uma conferência numa "importante instituição" de formação de quadros dirigentes do Partido Comunista e do executivo chineses.
O último ministro português que visitou a China foi o anterior titular da pasta das Finanças, Teixeira dos Santos, em Dezembro de 2010. Posteriormente, o ex-primeiro-ministro José Sócrates encontrou-se com o chefe do governo chinês, Wen Jiabao, mas no âmbito da reunião ministerial do Fórum para a Cooperação Económica e Comercial China-Países de Língua Portuguesa, em Macau.
Em 2011, as exportações portuguesas para a China cresceram 54,11 por cento, para 1,16 mil milhões de dólares.
O investimento chinês em Portugal também cresceu. A China Three Gorges pagou ao Estado português 2,7 mil milhões de euros por 21,35 por cento do capital da EDP, tornando-se o maior accionista da eléctrica portuguesa. Outra grande empresa estatal chinesa, State Grid, comprou 25 por cento da REN (Redes Energéticas Nacionais) por 387,15 milhões de euros.
No plano político, as relações bilaterais são consideradas excelentes e a transição de Macau para a administração chinesa, em Dezembro de 1999, é vista pelos dois governos como uma história de sucesso.
Dentro da União Europeia, Portugal é um dos países que já se manifestou a favor do levantamento do embargo à venda de armas à China, imposto após a repressão militar do movimento pró-democracia da Praça Tiananmen, há 23 anos, e que Pequim considera "uma relíquia da Guerra Fria".
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