PCP defende que revisão da lei laboral não deve seguir para o Parlamento
Deputada Paula Santos reiterou que está em causa um retrocesso para os trabalhadores, principalmente para os mais jovens, que "não tem remendo possível".
A líder parlamentar do PCP defendeu esta quinta-feira que o Governo tem como "único caminho" retirar a revisão da lei laboral ainda antes da sua discussão na Assembleia da República, afirmando que seria um favor que o executivo fazia aos trabalhadores.
Esta posição foi assumida por Paula Santos em declarações aos jornalistas, no Parlamento, depois de ser conhecido que as negociações sobre a reforma laboral terminaram sem acordo entre o Governo e os parceiros sociais e que o executivo quer levar a discussão para a Assembleia da República.
A deputada comunista acusou o Governo de querer aprofundar a precariedade, com medidas como a não reintegração de trabalhadores despedidos sem justa causa ou o banco de horas individual, e defendeu que, depois de não haver acordo na concertação social, o executivo não deveria levar esta discussão para o Parlamento.
"Aquilo que verificamos é que é um Governo cada vez mais isolado e o único caminho que tem e a solução que tem para esta proposta é a sua retirada. Ela nem deve chegar à Assembleia da República, posso dizer desta forma, era um favor que o Governo fazia aos trabalhadores e ao país", considerou.
A deputada reiterou que está em causa um retrocesso para os trabalhadores, principalmente para os mais jovens, que "não tem remendo possível".
Paula Santos afirmou também que a rejeição dos trabalhadores a esta proposta ficou visível na greve geral e noutras manifestações e estará também à vista na greve agendada para 03 de junho.
As negociações sobre a reforma laboral terminaram esta quinta-feira sem acordo entre o Governo e os parceiros sociais, assumiu a ministra do Trabalho, dizendo que um dos parceiros foi intransigente mas o executivo quer levar uma iniciativa ao parlamento.
"Todas as negociações têm um fim. O fim foi hoje", disse ainda a ministra do Trabalho, que indicou que vai levar "esta decisão final" ao primeiro-ministro e que "o Governo vai avaliar muito rapidamente o passo seguinte que será a transformação em proposta de lei para que o processo siga" para o parlamento.
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