PCP diz que vitória de Magyar representa continuidade da política de Órban

Comunistas afirmam que das eleições do passado domingo na Hungria resultou um parlamento com apenas forças de direita e extrema-direita.

14 de abril de 2026 às 18:27
Paulo Raimundo, Secretário-Geral do PCP Foto: Tiago Petinga/LUSA_EPA
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O PCP defendeu esta terça-feira que a vitória do Tisza, partido de Péter Magyar, nas eleições na Hungria "representará, apesar de diferenças, o prosseguimento e aprofundamento de aspectos essenciais da política do Fidesz", de Viktor Orbán.

Em comunicado, os comunistas afirmam que das eleições do passado domingo na Hungria resultou um parlamento com apenas forças de direita e extrema-direita, o que, acrescentam, permite "antever o prosseguimento de uma política contrária aos interesses dos trabalhadores e do povo húngaro".

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"A vitória do Tisza -- força política criada em 2020 e relançada em 2024 com a entrada de Péter Magyar para a sua liderança -- representará, apesar de diferenças, o prosseguimento e aprofundamento de aspetos essenciais da política do Fidesz ao serviço do grande capital, incluindo aqueles que estão alinhados com as políticas neoliberais e militaristas da União Europeia", acrescenta o PCP.

O partido argumenta que está programada a "gradual eliminação dos preços regulados da eletricidade e do gás para as famílias; a imposição aos novos trabalhadores dos fundos de pensões privados; privatizações; a aplicação dos critérios do Pacto de Estabilidade; o aumento das despesas militares no âmbito da NATO e um maior alinhamento com a política da UE de prolongamento da guerra na Ucrânia".

O PCP sublinha que o "partido de Viktor Orbán, que integra desde 2024 um dos grupos parlamentares de extrema-direita, chegou a partilhar com o PSD e o CDS o Grupo do Partido Popular Europeu (PPE) no Parlamento Europeu".

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O partido expressa ainda solidariedade com os "comunistas e outros democratas e patriotas húngaros que persistem na defesa dos direitos, interesses e aspirações dos trabalhadores e povo húngaro, da paz e do progresso social".

O Tisza, liderado por Peter Magyar, venceu no domingo as eleições legislativas na Hungria, derrotando o primeiro-ministro ultraconservador, Viktor Orbán, há 16 anos no poder.

Quase 80% dos cerca de oito milhões de eleitores ditaram o fim da era Orbán, cujo partido, Fidesz, elegeu 55 dos 199 deputados, com o Tisza a conquistar a maioria com 138 eleitos, a maior de sempre no parlamento húngaro.

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