PCP já olha para o País sem PS mas evita cisão
Jerónimo afirma que, para já, não vai desperdiçar uma boa negociação orçamental.
"A resposta estrutural aos problemas do País não se faz com o Governo do PS, nem com a sua atual política." Quem o diz é o secretário-geral do PCP no arranque das jornadas parlamentares dos comunistas, em Santarém.
Mas se Jerónimo de Sousa se demarca do posicionamento do Executivo de António Costa, também avisa que a geringonça não está para cair.
Em nome dos compromissos "para com trabalhadores e povo", o PCP não vai "desperdiçar nenhuma oportunidade para garantir e dar resposta imediata aos seus direitos", como é o caso do Orçamento do Estado de 2019.
Jerónimo elencou também as prioridades dos comunistas: aumento geral de salários, salário mínimo nos 650 euros, reforço de verbas para os serviços públicos, descongelamento das carreiras, aumento mínimo de dez euros nas pensões e logo em janeiro, reforço do abono de família, alargamento da gratuitidade dos manuais escolares e redução dos custos da eletricidade e do gás.
"É tempo de romper com o desastroso caminho que tornou Portugal um País crescentemente mais frágil", atirou o secretário-geral do PCP, lembrando que "o magno problema" é a necessidade de "uma outra política" sem imposições da UE.
João Oliveira frisa afastamento do PSD
"A realidade é naturalmente distinta", frisou João Oliveira, lembrando porém que "as opções do Governo PS limitam e condicionam as possibilidades e avanço e impedem a resposta aos problemas estruturais do País".
Já o eurodeputado João Ferreira destacou como "objetivo útil" o reforço da votação do PCP nas europeias.
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