PCP questiona Governo sobre aumento de movimentos de aviões militares dos EUA na Base das Lajes

Base das Lajes, na ilha Terceira, registou na passada quarta-feira "um maior movimento de aeronaves militares dos EUA".

20 de fevereiro de 2026 às 21:57
Base das Lajes Foto: José António Rodrigues / Correio da Manhã
Partilhar

O Partido Comunista Português (PCP) entregou esta sexta-feira no Parlamento um requerimento a pedir esclarecimentos ao Ministro dos Negócios Estrangeiros sobre "o aumento inusitado" de movimentações de aviões militares dos Estados Unidos na Base das Lajes, nos Açores.

A Base das Lajes, na ilha Terceira, arquipélago dos Açores, registou na passada quarta-feira "um maior movimento de aeronaves militares dos EUA", chegando a estarem estacionados na pista "11 aviões reabastecedores KC-46 Pegasus, 12 caças F-16 Viper e um cargueiro militar C-17 Globemaster III", conforme notícia do Público citando a Lusa, refere o partido no documento, assinado pela deputada Paula Santos.

Pub

"Trata-se de um aumento de movimentação de aviões das Forças Armadas norte-americanas, que recorda o mês de junho de 2025 e a situação que precedeu a agressão militar dos EUA ao Irão", sublinha.

No requerimento, o PCP considera desde logo, que, para além do "silêncio do Governo português", a eventual utilização da Base das Lajes por aviões daquele país "para a escalada de agressão ao Irão levanta questões relativas à soberania e independência nacionais, e ao papel de Portugal em defesa da Paz, da solução pacífica dos conflitos internacionais, da não ingerência nos assuntos internos dos outros Estados".

Pelo que o grupo parlamentar do partido pede ao Governo que, por intermédio do Ministério dos Negócios Estrangeiros, que esclareça se "tem informação relativa a este aumento inusitado de movimentação de aviões militares dos EUA na Base das Lajes"

Pub

E se o Executivo, liderado por Luis Montenegro, "conhece os objetivos desta movimentação, nomeadamente, em relação a uma eventual agressão militar norte-americana ao Irão".

Além disso, questiona o ministro Paulo Rangel sobre "se o Governo não considera que a conivência com os EUA e a sua associação a uma eventual agressão militar contra o Irão contraria a Constituição da República Portuguesa, que pugna por uma política de paz e de solução pacífica dos conflitos internacionais".

Pub

Tem sugestões ou notícias para partilhar com o CM?

Envie para geral@cmjornal.pt

Partilhar