PCP questiona Governo sobre definição de especulação usada pela ASAE

Grupo parlamentar comunista pede esclarecimentos sobre os critérios utilizados pela ASAE na fiscalização de práticas especulativas.

13 de abril de 2026 às 18:01
Paulo Raimundo, PCP Foto: JOSÉ COELHO/ LUSA_EPA
Partilhar

O PCP questionou esta segunda-feira o Governo sobre os critérios utilizados pela ASAE na fiscalização de práticas especulativas, considerando que a definição apresentada pelo diretor-geral da autoridade é restritiva e poderá comprometer a deteção de infrações.

Numa pergunta dirigida ao ministro da Economia e da Coesão Territorial, Manuel Castro Almeida, o grupo parlamentar comunista pede esclarecimentos sobre a definição de especulação e de ato especulativo que deve orientar a atuação da Autoridade de Segurança Alimentar e Económica (ASAE).

Pub

Na base da iniciativa estão declarações do inspetor-geral da ASAE, Luís Lourenço, à RTP Notícias, nas quais, escrevem os comunistas, um "ato especulativo" foi associado apenas à prática de vender a um preço diferente do comunicado ao consumidor, tendo sido afirmado que não foram detetados casos em que o preço afixado fosse diferente do preço pago.

O PCP sustenta que a esta definição corresponde apenas a uma das situações previstas na lei que tipifica o crime de especulação, enfatizando que esta legislação abrange também, entre outros casos, a alteração dos preços com "intenção de obter lucro ilegítimo".

Para os comunistas, se as inspeções estiverem a ser feitas apenas com base nesse critério, está em causa "uma falha grave e um limitadíssimo âmbito de fiscalização que põe, obviamente, em causa as afirmações de não deteção de nenhum crime de especulação".

Pub

O partido questiona ainda o Governo sobre a compatibilidade da interpretação apresentada pelo inspetor-geral da ASAE com a aplicação da lei e solicitam a divulgação das orientações transmitidas à autoridade.

Numa outra questão, o PCP pergunta ao executivo como pode afirmar não existirem crimes de especulação associados ao aumento dos preços dos combustíveis e alimentos, se a fiscalização é assente numa "definição limitadíssima".

Tem sugestões ou notícias para partilhar com o CM?

Envie para geral@cmjornal.pt

Partilhar