Pedro Nuno Santos afirma que PS e PSD não podem ter a mesma lógica governativa
Secretário-geral do PS rejeita qualquer tipo de aliança nos Açores ou no continente.
Não haverá alianças tipo bloco central. Esta foi uma ideia repetida por Pedro Nuno Santos durante a entrevista à CMTV. “É mau para a democracia ter o PS e o PSD comprometidos com a mesma governação”, disse o secretário-geral do Partido Socialista, adiantando que respeitará a decisão do PS/Açores em relação ao Governo do PSD/CDS/PPM.
Pedro Nuno rejeitou acordos com os partidos de esquerda antes dos resultados eleitorais: “Não sei qual vai ser a expressão eleitoral do Livre, do Bloco... nem sei qual vai ser a do PS.”
Em relação aos extremismos e aos protesto da polícia, Pedro Nuno diz que “não quero acreditar que existam forças a instrumentalizar o descontentamento das forças de segurança”, mas sempre vai acrescentando que “existem em Portugal partidos que instigam ao ódio em relação ao outro”.
Nos problemas setoriais, Pedro Nuno quer limitar o aumento das rendas por efeito da inflação aos 2%, e quer que o restante seja indexado ao aumento do salário do inquilino. Em relação ao IVA da construção, uma taxa de 6% só para imóveis para arrendamento a renda controlada e nunca para “casas de um ou dois milhões de euros”.
Na Saúde, a aposta vai toda para o reforço do SNS, sem contudo excluir o regresso das parcerias público-privadas, mas com “mais autonomia a gestão pública nunca vai fazer pior do que a gestão privada”, acrescentou.
Na fiscalidade, o IRC é para usar de “forma inteligente” e para premiar aquelas empresas “que reinvestem o seus lucros em capitalização e inovação”. O IMT sobre as casas é para manter, bem como o seu adicional.
Pedro Nuno rejeita debate com PSD
SAIBA MAIS
FIM CUSTA 160 MILHÕES
O fim das portagens (Scut) no Interior e no Algarve vai custar 160 milhões de euros, disse esta quarta-feira Pedro Nuno Santos na CMTV, acrescentando que esta será uma das primeiras medidas a tomar se for primeiro-ministro.
RESTITUIÇÃO INTEGRAL
Em relação à exigência de reposição do tempo integral de serviço para os professores, Pedro Nuno diz que se trata de “uma questão de princípio” e que tenciona ter o problema resolvido “numa legislatura”.
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