PGR lamenta que Amadeu Guerra abandone o DCIAP

Conselho Superior do Ministério Público deverá escolher o sucessor de Amadeu Guerra na reunião do dia 10.

07 de janeiro de 2019 às 13:55
Amadeu Guerra dirige o DCIAP na luta contra o crime económico e financeiro Foto: Pedro Simões
Amadeu Guerra Foto: Pedro Catarino
Amadeu Guerra Foto: Sérgio Lemos

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A procuradora-geral da República enalteceu esta segunda-feira a competência de Amadeu Guerra, que hoje tomou posse como procurador-geral distrital de Lisboa, e lamentou não ter permanecido como diretor do Departamento Central de Investigação e Ação Penal.

No discurso de tomada de posse de Amadeu Guerra, Lucília Gago enalteceu as qualidades organizativas e competência do magistrado do Ministério Público, lamentando que não tivesse havido recetividade para ser reconduzido no cargo de diretor do DCIAP.

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Contudo, a procuradora deixou alguns avisos, dizendo para se desenganar quem achar que o combate à corrupção esmorecerá", lembrando que houve no DCIAP um "robustecimento do desempenho da magistratura" do MP.

"Desengane-se quem ache que o combate à criminalidade económica e financeira esmorecerá. Será necessariamente dada continuidade a este trabalho numa trajetória, não só de consolidação dos avanços alcançados, mas também de progressão", disse.

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Lucília Gago deixou ainda uma palavra de apreço a Maria José Morgado, que se jubilou, dizendo que foi uma procuradora que demonstrou ser "combativa e entregue à causa pública".

Por seu lado, Amadeu Guerra começou por agradecer a sua escolha para o lugar ao Conselho Superior do Ministério Público, dizendo que hoje "termina um caminho difícil e de muita responsabilidade de empenho que durou seis anos".

Após agradecer à antiga PGR Joana Marques Vidal e à atual o reconhecimento do seu trabalho, Amadeu Guerra disse que iria abraçar o novo desafio "com muito entusiasmo" e consciente de que recebia "uma casa arrumada", numa referência ao trabalho feito por Maria José Morgado.

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Amadeu Guerra, de 58 anos, natural de Tábua, distrito de Coimbra, foi eleito com 12 votos favoráveis e sete contra do CSMP, vencendo a lista apresentada por Lucília Gago.

Depois de seis anos à frente do departamento do MP que investiga a criminalidade mais grave e violenta, Amadeu Guerra começa agora uma comissão de três anos à frente da PGDL.

No final da cerimónia, que decorreu no Tribunal da Relação de Lisboa, Lucília Gago, Amadeu Guerra, a ministra da Justiça e Maria José Morgado não quiserem falar com os jornalistas.

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O Conselho Superior do Ministério Público deverá escolher o sucessor de Amadeu Guerra na reunião do dia 10.

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