PM diz que não exclui ninguém do pacote laboral mas que há posições tão "inconciliáveis que não devem ter sequência"

Líder do PCP acusou Montenegro de, em relação ao pacote laboral, "ser forte com os fracos e fraco com os poderosos".

18 de março de 2026 às 17:21
Montenegro Foto: António Pedro Santos/Lusa_EPA
Partilhar

O primeiro-ministro afirmou esta quarta-feira que não exclui ninguém das negociações do pacote laboral, mas também não faz "exercícios de cinismo negocial", sublinhando que "há posições de tal maneira inconciliáveis que não devem ter sequência".

"Não excluímos ninguém da negociação da legislação laboral. Mas também não fazemos exercícios de cinismo negocial. Há posições negociais que são de tal maneira inconciliáveis que não devem ter sequência. Eu tive a ocasião de dizer isso mesmo ao secretário-geral da CGTP", afirmou Luís Montenegro numa resposta ao secretário-geral do PCP, Paulo Raimundo, no debate quinzenal desta tarde.

Pub

O líder do PCP tinha acusado o líder do Governo de, em relação ao pacote laboral, "ser forte com os fracos e fraco com os poderosos" e disse que o primeiro-ministro mostrou "tudo menos coragem" ao "decidir com quem se debate e quem se exclui do debate".

O primeiro-ministro disse que o executivo "tem sempre as vias de diálogo abertas" e não deixará de as ter, mas ressalvou que "um processo negocial pressupõe que haja a probabilidade mínima de chegar a um entendimento".

"É isso que justifica que no prosseguimento das negociações devam intervir aqueles que estão interessados e que têm essa expectativa. Manifestamente não é o caso desse parceiro social, com todo o respeito que temos pela sua posição", acrescentou.

Pub

Tem sugestões ou notícias para partilhar com o CM?

Envie para geral@cmjornal.pt

Partilhar