Presidente da Distrital de Évora do Chega reeleito com 97,06% dos votos
Universo de militantes votantes era 242, pelo que a taxa de abstenção fixou-se em 85,95%.
O presidente da Distrital de Évora do Chega, César Silva, foi este domingo reeleito para um segundo mandato, conquistando 97,06% dos votos, após liderar a única lista que se apresentou a eleições, revelou fonte partidária.
A fonte da Comissão Política Distrital de Évora do Chega indicou à agência Lusa que a candidatura de César Silva recolheu o voto de 33 dos 34 militantes que se deslocaram às urnas (97,06%), registando-se um voto em branco (2,94%).
Segundo a mesma fonte, o universo de militantes votantes era 242, pelo que a taxa de abstenção fixou-se em 85,95%.
Natural de Évora, César Silva, de 72 anos, é militante do Chega desde 2020. Encabeçou a lista do partido à Assembleia Municipal de Évora nas eleições autárquicas do ano passado e foi eleito para aquele órgão autárquico, no qual é líder da bancada do Chega (que conta com mais dois eleitos).
Em 2024, foi eleito presidente da Distrital de Évora do Chega, na qual era antes tesoureiro.
Na sua atividade política recente, entre outros contributos, foi mandatário da candidatura de Rui Cristina às eleições legislativas de 2024, quando o Chega elegeu, pela primeira vez, um deputado pelo círculo de Évora, e esteve também envolvido na coordenação da candidatura por Évora de Jorge Galveias nas últimas legislativas (foi eleito deputado).
Aquando do anúncio da recandidatura, há cerca de um mês, César Silva assumiu "o compromisso de reforçar a organização interna, valorizar os militantes, apoiar os eleitos locais e colocar o Alentejo no centro da ação política do partido".
Na altura, César Silva disse defender que a distrital "deve estar ao serviço dos militantes, com mais escuta interna, mais transparência, melhor articulação entre concelhias e uma cultura de respeito por todos aqueles que constroem o partido no terreno".
"Outro dos eixos centrais passa por colocar o Alentejo no centro da agenda política, através de um trabalho permanente de diagnóstico sobre os problemas do distrito", acrescentou então, elencando áreas como a "demografia, economia, serviços públicos, agricultura, mobilidade e desenvolvimento regional".
A "criação de uma retaguarda política e técnica para os eleitos locais, garantindo maior apoio jurídico, administrativo e estratégico" aos autarcas do partido no distrito, e "a formação política e autárquica" são outras das apostas.
"No plano organizativo, a candidatura pretende reforçar a presença territorial do Chega, promover concelhias ativas, estabelecer objetivos claros e consolidar uma estrutura distrital preparada para responder aos desafios políticos dos próximos anos", assumiu, na mesma ocasião, César Silva.
César Silva realçou então que defende também "uma comunicação mais clara, próxima e eficaz, capaz de aproximar o partido dos cidadãos, das instituições e das comunidades locais".
A cerimónia de tomada de posse dos órgãos agora eleitos realiza-se em data a designar, acrescentou a fonte partidária.
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